A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo (osteometabólica) caracterizada pela redução da massa dos ossos e deterioração na microestrutura do tecido ósseo, ocasionando maior fragilidade nesse sistema e, conseqüentemente, aumento do risco de fratura. Os ossos mais susceptíveis à fratura são os do quadril, vértebras e pulso, resultando em significativa morbidade e mortalidade, principalmente em mulheres na pós-menopausa.
Histologia e fisiologia óssea
O osso possui três tipos de células: o osteoblasto, responsável pela formação óssea; os osteócitos, principais células do tecido ósseo, com atividade centrada na regulação dos níveis de minerais no tecido; e os osteoclastos, com função de reabsorção óssea. O processo de remodelamento ósseo envolve osteoclastos e osteoblastos. Ele se inicia com os osteoclastos sendo ativados em locais específicos do osso que foram submetidos a algum estresse, principalmente mecânico. Nesses locais, o osso, devido ao estresse, sofre microfraturas, as quais podem reduzir sua resistência, fazendo com que a remodelação seja necessária.
Durante o ciclo de remodelamento, os osteoclastos são ativados em uma superfície de repouso recoberta por células achatadas de revestimento, desgastando o local e formando uma cavidade denominada “lacuna de Howship”.
Durante o ciclo de remodelamento, os osteoclastos são ativados em uma superfície de repouso recoberta por células achatadas de revestimento, desgastando o local e formando uma cavidade denominada “lacuna de Howship”.
Quando essa cavidade atinge formato e profundidade características, a reabsorção é interrompida.
Numa etapa subseqüente, os osteoblastos são atraídos para a cavidade e iniciam o processo de secreção de uma nova matriz óssea, que posteriormente sofrerá uma mineralização com cálcio e fósforo, constituindo a última fase do processo e gerando o osso remodelado. 

Fatores de Risco
Raça branca.
Histórico familiar de osteoporose.
Vida sedentária.
Baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D.
Período perimenopausal ou pós-menopáusico.
Tabagismo ou etilismo.
Pessoa magra e/ou frágil.
Fratura atraumática prévia.
Medicamentos, como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano, glicocorticóides e heparina.
Doenças de base, como hepatopatia crônica, doença de Cushing, diabetes mellitus, hiperparatireoidismo, linfoma, leucemia, má-absorção, gastrectomia, doenças nutricionais, mieloma, artrite reumatóide e sarcoidose.
Diagnóstico
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),* os critérios para diagnóstico da osteoporose de acordo com a densidade mineral óssea (DMO) são:
1. Normal:
O valor da DMO encontra-se dentro de, no máximo, um desvio-padrão, abaixo do encontrado em mulheres adultas jovens.
2. Osteopenia:
O valor da DMO encontra-se entre -1 e -2,5 desvios-padrão da normalidade.
3. Osteoporose:
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão da normalidade.
4. Osteoporose estabelecida (fraturas):
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão na presença de uma ou mais fraturas por fragilidade óssea.
1. Normal:
O valor da DMO encontra-se dentro de, no máximo, um desvio-padrão, abaixo do encontrado em mulheres adultas jovens.
2. Osteopenia:
O valor da DMO encontra-se entre -1 e -2,5 desvios-padrão da normalidade.
3. Osteoporose:
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão da normalidade.
4. Osteoporose estabelecida (fraturas):
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão na presença de uma ou mais fraturas por fragilidade óssea.
Osteoporose primária: só é diagnosticada após todas as possibilidades de outras doenças terem sido eliminadas.
Osteoporose secundária: é diagnosticada quando está associada à outra doença (distúrbios endócrinos, artrite reumatóide, diabetes, osteogênese imperfeita), à dieta (síndromes de má absorção, deficiência de cálcio, deficiência de vitamina C, inanição) ou ao uso de medicamentos (glicocorticóides, heparina, álcool, anticonvulsivantes, metotrexato).
Tratamento da osteoporose
As medidas terapêuticas empregadas na osteoporose desempenham um importante papel, tanto na prevenção quanto no tratamento da doença.
Um dos principais aspectos da prevenção é realizar uma intervenção terapêutica na menopausa, ou imediatamente após a mesma, com o objetivo de retardar ou conter a aceleração da perda óssea que ocorre nos primeiros anos pós-menopausa. É nesse intervalo que a taxa de reabsorção óssea fica superior à taxa de formação dos ossos, gerando um desequilíbrio que culmina na perda óssea. Assim, a principal finalidade da prevenção nessa fase é restaurar as taxas de reabsorção e formação dos ossos existentes no período pré-menopausa através do uso de medicamentos específicos.
Uma vez estabelecida a doença, o tratamento realizado é sintomático e tem o objetivo de reverter a perda óssea, mas é importante ressaltar que o prognóstico da osteoporose pós-menopausa só é bom se o tratamento for iniciado precocemente e mantido durante anos. A deformidade da coluna vertebral não é reversível, mas a progressão da doença freqüentemente pode ser contida.
Principais agentes terapêuticos
Alendronato sódico
Calcitonina
Ipriflavona
Raloxifeno
vitamina D
Cálcio
Estrogênio
Alguns analgésicos não esteróides, como o ácido acetilsalicílico e o paracetamol, têm sido utilizados no alívio da dor crônica que acompanha as fraturas osteoporóticas.
Orientação Farmacêutica
Devido à alta incidência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa, torna-se imprescindível a preocupação com o seu aspecto preventivo. Cabe ao farmacêutico orientar, principalmente as mulheres, sobre os fatores de risco para a doença e sobre a importância de prevenir o aparecimento da mesma. Vale ressaltar que a osteoporose tem se comportado de forma silenciosa no organismo e só se manifesta através de uma ou mais fraturas, indicando um estágio avançado da doença. Portanto, o monitoramento da densidade óssea e a devida orientação médica no período de pré-menopausa é imprescindível.
Além do envelhecimento, outros fatores têm sido considerados de risco para a osteoporose, como: massa óssea baixa, histórico familiar de osteoporose, constituição corpórea delgada ou pequena, tabagismo, estilo de vida sedentário, consumo excessivo de álcool, má nutrição e uso de corticosteróides. Assim, a verificação da presença desses fatores de risco serão indicativos de uma provável instalação da doença.
Mudanças no estilo de vida, introdução de curtos períodos de exposição ao sol (de preferência antes das 10 h da manhã), instalação de pisos antiderrapantes e uso de calçados adequados, além da remoção de tapetes e de demais utensílios que aumentem o risco de quedas, são atitudes positivas no combate à principal conseqüência da osteoporose: as fraturas.
Quanto ao tratamento, a adesão e a utilização de doses adequadas dos medicamentos prescritos pelo médico são essenciais para garantir o sucesso da terapêutica e impedir a progressão da doença. Quanto ao uso do alendronato sódico (Fosamax D®), é importante que seja ressaltado que a absorção do mesmo é mais efi ciente quando administrado pela manhã, em jejum, a fim de que se possa ter uma absorção bastante eficiente e que se aproveite ao máximo a eficácia do produto.
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