
O vitiligo, ou leucoderma, é a perda da pigmentação da pele devido ao ataque auto-imune pelo próprio sistema imunológico do corpo aos melanócitos. O vitiligo geralmente começa na fase adulta com manchas de pele despigmentada aparecendo nas extremidades. As manchas podem crescer ou permanecer com tamanho constante. Ocasionalmente, pequenas áreas podem repigmentar quando forem recolonizadas por melanócitos. A doença atinge 1% da população mundial. O tratamento convencional inclui remédios e fototerapia (medicação associada à exposição à radiação ultravioleta). Mas, nos últimos anos, a cirurgia para combater o vitiligo vem ganhando espaço, apesar de poucos médicos estarem capacitados a fazê-la.
TRAZER A COR
Embora sejam pouco divulgadas, as cirurgias para o vitiligo são feitas há 50 anos. A diferença é que as técnicas mais recentes vêm aprimorando o resultado obtido com a intervenção. O objetivo da cirurgia é sempre o mesmo: retirar melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, que pigmenta a pele) de áreas saudáveis e transportá-las para as áreas atingidas, onde não ocorre mais a pigmentação.
CASOS PARA A CIRURGIA
A cirurgia é a última alternativa para os casos em que a doença não responde a nenhum tratamento. Os lábios, as aréolas mamárias e as pontas dos dedos são algumas das regiões que se enquadram nessa situação. Para o paciente se submeter à cirurgia, é importante que o vitiligo esteja estável, pelo menos, há um ano.
RESULTADOS
O tratamento clínico bem feito quase sempre melhora o vitiligo. Já a cirurgia tem apresentado resultados satisfatórios em 99% dos casos, desde que a doença seja tratada rapidamente.
COMO FUNCIONA A TÉCNICA
Para transferir as células e melanócitos de uma área saudável para as regiões esbranquiçadas, o médico pode se utilizar de várias técnicas, uma delas é a bolha por sucção. Com uma seringa, é feita uma pressão negativa na face interna das coxas, que vai fazendo com que surjam bolhas de água. São bolhas semelhantes às que aparecem em decorrência de queimadura, que trazem à tona a epiderme, camada da pele onde se encontram os melanócitos. O cirurgião colhe essas células e as coloca sobre as manchas brancas, devidamente raspadas para receberem as aplicações. O procedimento é feito sob anestesia local.
DURAÇÃO:
a cirurgia pode durar até 8 horas, dependendo da extensão da área a ser tratada.
RESULTADO:
demora de 3 a 4 meses para ocorrer a repigmentação total das manchas.
RECUPERAÇÃO:
depois de uma semana, são retirados os curativos e o paciente pode retornar ao trabalho se o esforço for leve.