Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.
Como se desenvolve ou se adquire?
Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente socioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. Essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores. Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.
O que se sente?
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal. Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando em longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de varizes com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:
Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida.
Como o médico faz o diagnóstico?
A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado: Imc: Kg/m2. O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir:
IMC ( kg/m2)
18 a 24,9
Peso saudável
Ausente
25 a 29,9
Moderado
Sobrepeso ( Pré-Obesidade )
30 a 34,9
Alto
Obesidade Grau I
35 a 39,9
Muito Alto
Obesidade Grau II
40 ou mais
Extremo
Obesidade Grau III ("Mórbida")
A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantes para a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual há predominância da deposição gordurosa, sendo classificada em:
Obesidade Difusa ou Generalizada
Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta), na qual o paciente apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está associada com maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica)
Obesidade Ginecóide, na qual a deposição de gordura predomina ao nível do quadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes.
Cabe salientar ainda que a avaliação médica do paciente obeso deve incluir uma história e um exame clínico detalhados e, de acordo com essa avaliação, o médico irá investigar ou não as diversas causas do distúrbio. Assim, serão necessários exames específicos para cada uma das situações. Se o paciente apresentar "apenas" obesidade, o médico deverá proceder a uma avaliação laboratorial mínima, incluindo hemograma, creatinina, glicemia de jejum, ácido úrico, colesterol total e HDL, triglicerídeos e exame comum de urina.
Como se trata?
O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares.
Reeducação Alimentar
Independente do tratamento proposto, a reeducação alimentar é fundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingesta calórica total e o ganho calórico decorrente. A orientação dietética é fundamental, a mais aceita cientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, na qual o paciente receberá uma dieta calculada com quantidades calóricas dependentes de sua atividade física, sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, com aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas. Não são recomendadas dietas muito restritas (com menos de 800 calorias, por exemplo), uma vez que essas apresentam riscos metabólicos graves, como alterações metabólicas, acidose e arritmias cardíacas. Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo) ou somente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas, por apresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e proteína também são bastante discutíveis.
Exercício
É importante considerar que atividade física é qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético e que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico.
a diminuição do apetite,
o aumento da ação da insulina,
a melhora do perfil de gorduras,
a melhora da sensação de bem-estar e auto-estima.
O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos se incluem: O paciente deve ser orientado a realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao menos 4 vezes por semana, inicialmente leves e a seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requerer profissional e ambiente especializado, sendo que, na maioria das vezes, a simples recomendação de caminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios, estando incluída no que se denomina "mudança do estilo de vida" do paciente.
Drogas
A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida e de farmácias de manipulação. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, alguns deles bastante graves como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais de acordo com o julgamento criterioso do médico assistente.
Os anorexigenos usualmente usados nos tratamentos de obesidade:
Amfepramona
Também conhecido como anfepramona, o anorexígeno dietilpropiona é o mais utilizado atualmente no Brasil. Atua na liberação da noradrenalina. Provavelmente, a dietilpropiona é o anorexígeno mais potente de uso legal. Este, age nos núcleos hipotalâmicos laterais inibindo a fome. Tem potencial de dependência e gera tolerância (são necessárias doses maiores com o passar do tempo para obter o mesmo efeito).Os efeitos colaterais mais comuns são: boca seca, constipação intestinal, irritabilidade, insônia e mais raramente taquicardia e hipertensão arterial.
Fenproporex
é um medicamento de uso controlado da classe das anfetaminas. É utilizado como coadjuvante no tratamento da Obesidade, por seu efeito anorexígeno. Age através de inibição do centro da fome hipotalâmico, tendo como neurotransmissor a noradrenalina. Seus efeitos colaterais geralmente são boca seca, insonia e irritabilidade. É extremamente contra-indicado para pessoas com disturbios cardiacos, incluindo hipertensão arterial moderada.
Sibutramina
A sibutramina industrializada, como Reductyl® ou Plenti®, produz efeitos agonistas em receptores beta-adrenérgicos e serotoninérgicos, promovendo a supressão do apetite. Inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina. Atua sobre o centro do apetite no hipotálamo, aumentando a sensação de saciedade. Seu principal efeito colateral, responsável muitas vezes pela interrupção do tratamento, é o aumento da pressão arterial, sistólica e diastólica. Em função disso os pacientes são monitorados e o que se tem evidenciado é que a perda de peso tende a normalizar os níveis pressóricos. Pode ser usada inclusive em comorbidades da síndrome de resistência insulínica em pacientes com diabetes tipo 2 e hipertensão arterial quando monitorados.
Fluoxetina
A fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), possui atividade anorexígena e melhora a sensibilidade à insulina, muito indicada para quem tem hábitos noturnos de comer ou na fase pré-menstrual.
Orlistat
Orlistat industrializado, como Xenical®, da Roche, não é absorvido pelo intestino e inibe a lipase (enzima que quebra a gordura) intesti-nal, impedindo a absorção de 30% da gordura ingerida.
Outros fármacos
Associações de anorexígenos com laxantes e/ou diuréticos só se aplicam no tratamento da obesidade em casos que se façam necessários esses efeitos terapêuticos, bem como a utilização de hormônios tireoideanos que só deve ser feita em pacientes com hipotireoidismo. A retirada abrupta destes hormônios coloca o paciente em hipotireoidismo transitório. Em casos de tratamentos utilizando-se T3, T4 ou Triac, quando são interrompidos de uma vez, geram distúrbios da tireóide.
Como se previne?
- Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância, evitando-se que crianças apresentem peso acima do normal. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada. No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. Esses aspectos somente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudança geral no estilo de vida do paciente.
- Quando você está em jejum, seu organismo entra em estado de alerta. Privado de novas fontes de energia, ele entende que precisa racionar suas reservas para enfrentar um eventual período de escassez alimentar. Resultado: “Fica mais difícil acessar os estoques de gordura, e o corpo passa a utilizar a massa magra dos músculos para gerar energia”, explica a nutricionista Mariana del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade. Por isso, ficar sem comer não é a melhor solução para quem quer ver o ponteiro da balança lá embaixo.
- Aposte nos alimentos ricos em fibras, como verduras, legumes e cereais. “Eles ocupam maior volume no estômago, promovendo saciedade”, sem contar que auxiliam no trânsito intestinal e ajudam a eliminar gordura.
- Procure consumir alimentos com baixo índice glicêmico, aqueles que são lentamente absorvidos pelo organismo e, portanto, não promovem picos de açúcar no sangue. E, ainda por cima, dão saciedade. É o caso da aveia, do farelo de trigo, da pêra e da maçã. -Faça cinco refeições por dia! Isso mesmo. O ideal é comer a cada três ou quatro horas. “A mastigação e a digestão, por si sós, já ativam o metabolismo, fazendo com que ele aproveite melhor a energia”, explica Mariana del Bosco. Além disso, comer mais vezes evita a fome excessiva na refeição subseqüente, o que permite reduzir o tamanho das porções. Sem contar que o corpo bem abastecido mantém a produção de insulina estável, o que evita picos que levariam ao acúmulo de gordura.
-Coma proteína logo de manhã. Vale leite desnatado, ovo cozido e peito de peru. Um estudo realizado na Universidade Purdue, nos Estados Unidos, revelou que consumir o nutriente nesse horário faz com que a pessoa se sinta até cinco vezes mais saciada durante o dia.
-Inclua alimentos como chá verde, pimenta-vermelha e gengibre na sua dieta. Embora não haja um consenso científico, alguns estudos apontam para o efeito termogênico desses itens. Em outras palavras, eles ajudariam a acelerar o metabolismo.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
vitligo

O vitiligo, ou leucoderma, é a perda da pigmentação da pele devido ao ataque auto-imune pelo próprio sistema imunológico do corpo aos melanócitos. O vitiligo geralmente começa na fase adulta com manchas de pele despigmentada aparecendo nas extremidades. As manchas podem crescer ou permanecer com tamanho constante. Ocasionalmente, pequenas áreas podem repigmentar quando forem recolonizadas por melanócitos. A doença atinge 1% da população mundial. O tratamento convencional inclui remédios e fototerapia (medicação associada à exposição à radiação ultravioleta). Mas, nos últimos anos, a cirurgia para combater o vitiligo vem ganhando espaço, apesar de poucos médicos estarem capacitados a fazê-la.
TRAZER A COR
Embora sejam pouco divulgadas, as cirurgias para o vitiligo são feitas há 50 anos. A diferença é que as técnicas mais recentes vêm aprimorando o resultado obtido com a intervenção. O objetivo da cirurgia é sempre o mesmo: retirar melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, que pigmenta a pele) de áreas saudáveis e transportá-las para as áreas atingidas, onde não ocorre mais a pigmentação.
CASOS PARA A CIRURGIA
A cirurgia é a última alternativa para os casos em que a doença não responde a nenhum tratamento. Os lábios, as aréolas mamárias e as pontas dos dedos são algumas das regiões que se enquadram nessa situação. Para o paciente se submeter à cirurgia, é importante que o vitiligo esteja estável, pelo menos, há um ano.
RESULTADOS
O tratamento clínico bem feito quase sempre melhora o vitiligo. Já a cirurgia tem apresentado resultados satisfatórios em 99% dos casos, desde que a doença seja tratada rapidamente.
COMO FUNCIONA A TÉCNICA
Para transferir as células e melanócitos de uma área saudável para as regiões esbranquiçadas, o médico pode se utilizar de várias técnicas, uma delas é a bolha por sucção. Com uma seringa, é feita uma pressão negativa na face interna das coxas, que vai fazendo com que surjam bolhas de água. São bolhas semelhantes às que aparecem em decorrência de queimadura, que trazem à tona a epiderme, camada da pele onde se encontram os melanócitos. O cirurgião colhe essas células e as coloca sobre as manchas brancas, devidamente raspadas para receberem as aplicações. O procedimento é feito sob anestesia local.
DURAÇÃO:
a cirurgia pode durar até 8 horas, dependendo da extensão da área a ser tratada.
RESULTADO:
demora de 3 a 4 meses para ocorrer a repigmentação total das manchas.
RECUPERAÇÃO:
depois de uma semana, são retirados os curativos e o paciente pode retornar ao trabalho se o esforço for leve.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sinusite
O que é?
Sinusite é uma doença com base inflamatória e/ou infecciosa que acomete as cavidades existentes ao redor do nariz. Estas deveriam comunicar-se com as fossas nasais sem impedimentos! São cavidades revestidas por uma mucosa que necessita ventilação para a manutenção da normalidade na região.
Como se adquire?
Após infecção viral, inflamação de origem alérgica ou por poluentes, a mucosa da região nasal aumenta de volume e obstrui a comunicação destas cavidades com as fossas nasais. Esta obstrução acarreta o início da colonização por germes e fungos que estão presentes na região, mas não encontravam condições favoráveis ao seu crescimento.
O que se sente?
A doença pode gerar sensação de "peso na face", corrimento nasal, dores de cabeça, sensação de mau cheiro oriunda do nariz ou da boca e obstrução nasal com eventuais espirros.
Como se trata?
O tratamento é feito com analgésicos, medicamentos para melhorar a permeabilidade nasal e antibióticos específicos aos germes que forem encontrados na região. Trata-se com medicamentos antifúngicos as infecções fúngicas sinusais.
Como se previne?
O cuidado com a saúde para se evitar as infecções virais e a manutenção da permeabilidade nasal durante essas viroses; o correto tratamento dos problemas alérgicos; a correção cirúrgica de eventuais desvios septais obstrutivos e/ou cornetos nasais obstrutivos podem prevenir as sinusites.Quem vive em regiões frias ou com grandes variações climáticas ao longo dos dias ou meses, deve tomar cuidados mais intensos pela propensão maior da doença.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico:
A minha sinusite tem cura?
Se ela retorna freqüentemente não seria necessário combater os fatores predisponentes?
Quais as repercussões a médio e longo prazo de uma sinusite mal tratada?
Sinusite é uma doença com base inflamatória e/ou infecciosa que acomete as cavidades existentes ao redor do nariz. Estas deveriam comunicar-se com as fossas nasais sem impedimentos! São cavidades revestidas por uma mucosa que necessita ventilação para a manutenção da normalidade na região.
Como se adquire?
Após infecção viral, inflamação de origem alérgica ou por poluentes, a mucosa da região nasal aumenta de volume e obstrui a comunicação destas cavidades com as fossas nasais. Esta obstrução acarreta o início da colonização por germes e fungos que estão presentes na região, mas não encontravam condições favoráveis ao seu crescimento.
O que se sente?
A doença pode gerar sensação de "peso na face", corrimento nasal, dores de cabeça, sensação de mau cheiro oriunda do nariz ou da boca e obstrução nasal com eventuais espirros.
Como se trata?
O tratamento é feito com analgésicos, medicamentos para melhorar a permeabilidade nasal e antibióticos específicos aos germes que forem encontrados na região. Trata-se com medicamentos antifúngicos as infecções fúngicas sinusais.
Como se previne?
O cuidado com a saúde para se evitar as infecções virais e a manutenção da permeabilidade nasal durante essas viroses; o correto tratamento dos problemas alérgicos; a correção cirúrgica de eventuais desvios septais obstrutivos e/ou cornetos nasais obstrutivos podem prevenir as sinusites.Quem vive em regiões frias ou com grandes variações climáticas ao longo dos dias ou meses, deve tomar cuidados mais intensos pela propensão maior da doença.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico:
A minha sinusite tem cura?
Se ela retorna freqüentemente não seria necessário combater os fatores predisponentes?
Quais as repercussões a médio e longo prazo de uma sinusite mal tratada?
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Medicamento Manipulado x Medicamento Genérico
Reportagem de Drª Lisiara (Farmacêutica de Farmácia Magistral)
HISTÓRICO
Atualmente, a aquisição de medicamentos é uma preocupação constante no orçamento familiar. Para tentar reduzir o custo do medicamento o governo federal, aprovou no ano de 1999 a Lei 9787/99 (Lei dos Genéricos). A implantação desta Lei, não mostrou ainda resultados práticos, foram aprovados até o momento poucos medicamentos genéricos frente aos 20.000 medicamentos disponíveis nas farmácias. Enquanto governo, indústria farmacêuticas e consumidores esperam os resultados desta Lei, as farmácias de manipulação ganham espaço no mercado de medicamento.
PANORAMA ATUAL
Existem hoje no Brasil, mais de 5000 farmácias de manipulação, que contam com a maioria dos princípios ativos para a produção dos medicamentos existentes no mercado. Estas farmácias contam com a presença efetiva de profissionais farmacêuticos, matérias primas analisadas e aprovadas por laboratórios de Controle de qualidade credenciados, visando unicamente o bem estar e segurança do consumidor.
Entenda melhor como é um medicamento manipulado:
1. Nome do paciente e do médico prescritor.
2. Número de registro, datas de manipulação e validade.
3. Fórmula discriminada com os nomes dos fármacos ativos segundo a D.C.B. com respectivas dosagens.
4. Modo de usar.
5. Quantidade, da unidade posológica solicitada.
6. Posologia, a maneira de tomar o produto.
7. Nome, Endereço, CGC e Farmacêutico Responsável pela Farmácia.
Os rótulos devem informar sobre a apresentação específica do produto como, solução, loção, cápsulas creme, pomada, entre outros. Recuse receber produtos manipulados por farmácias que conste em seu rótulo códigos ou falsos nomes comerciais.
Recuse comprar produtos manipulados vendidos em consultórios médicos, clínicas de estética, "SPA's" e outras. O estabelecimento oficial e legal para a venda desse produto é a farmácia. É só na farmácia que você encontra o profissional farmacêutico, que lhe prestará toda a assistência necessária pelo preparo do seu medicamento. Além disso, o preço praticado na farmácia é geralmente inferior ao cobrado nesses outros estabelecimentos.
Há casos em que é necessário colocar informações complementares, como "Agite Antes de Usar" ou "Conserve em Geladeira", "Mantenha ao abrigo da luz, calor e umidade"; "mantenha fora do alcance de crianças"; "não faça uso concomitante de outro medicamento sem a orientação médica"; não desaparecendo os sintomas ou ocorrendo reações colaterais, informe o seu médico"; ou outras.
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medicamento manipulado; farmacia magistral
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
inchaço nas pernasXviajar
Proteja-se das varizes nas férias Entenda o que longas viagens têm a ver com inchaço nas pernas
Viajar de avião causa varizes? Com certeza você já ouviu ou fez esta pergunta. De acordo com o cirurgião vascular Eduardo Toledo Aguiar, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e diretor clínico da Spaço Vascular, o problema não é tão grave assim."O problema não é viajar de avião. Viagens muito longas em que o passageiro fique sentado na mesma posição por muito tempo em qualquer meio de transporte podem causar inchaço nas pernas e um certo desconforto. Isto acontece também com quem trabalha na mesma posição por muito tempo", explica o médico.Uma pessoa que trabalha o dia todo sentada ou em pé na mesma posição tem mais chance de desenvolver varizes do que o viajante eventual. Para quem tem histórico familiar, as chances aumentam exponencialmente. Portanto, é mito afirmar que viajar de avião causa grandes problemas de circulação nos membros inferiores. "Dores nas pernas e inchaço são comuns, mas é exagero associar uma viagem de avião ao surgimento de varizes e outras complicações", complementa o especialista.Abaixo, seguem algumas dicas para quem vai ficar muito tempo sentado durante a viagem:- Movimente os pés e os tornozelos para cima e para baixo e em movimentos circulares a fim de estimular a circulação sanguínea;- Em viagens longas de avião, 'passear' pelo corredor e ficar em pé por alguns momentos são boas alternativas ao desconforto;- Em viagens de ônibus, escolha uma posição confortável e desça nas paradas para manter o corpo ativo;- Em viagens de carro, é recomendável parar a cada duas horas, descer do carro, alongar o corpo e caminhar um pouco para estimular a circulação;- Pessoas com histórico de doenças do sistema circulatório devem procurar o médico vascular antes de viajar;- Meias elásticas de compressão também auxiliam os viajantes. Até mesmo quem não tem histórico de doença vascular pode utilizar meias de leve compressão. Já, para quem tem varizes ou outro problema vascular, o ideal é que o médico indique a meia com a compressão adequada.
Viajar de avião causa varizes? Com certeza você já ouviu ou fez esta pergunta. De acordo com o cirurgião vascular Eduardo Toledo Aguiar, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e diretor clínico da Spaço Vascular, o problema não é tão grave assim."O problema não é viajar de avião. Viagens muito longas em que o passageiro fique sentado na mesma posição por muito tempo em qualquer meio de transporte podem causar inchaço nas pernas e um certo desconforto. Isto acontece também com quem trabalha na mesma posição por muito tempo", explica o médico.Uma pessoa que trabalha o dia todo sentada ou em pé na mesma posição tem mais chance de desenvolver varizes do que o viajante eventual. Para quem tem histórico familiar, as chances aumentam exponencialmente. Portanto, é mito afirmar que viajar de avião causa grandes problemas de circulação nos membros inferiores. "Dores nas pernas e inchaço são comuns, mas é exagero associar uma viagem de avião ao surgimento de varizes e outras complicações", complementa o especialista.Abaixo, seguem algumas dicas para quem vai ficar muito tempo sentado durante a viagem:- Movimente os pés e os tornozelos para cima e para baixo e em movimentos circulares a fim de estimular a circulação sanguínea;- Em viagens longas de avião, 'passear' pelo corredor e ficar em pé por alguns momentos são boas alternativas ao desconforto;- Em viagens de ônibus, escolha uma posição confortável e desça nas paradas para manter o corpo ativo;- Em viagens de carro, é recomendável parar a cada duas horas, descer do carro, alongar o corpo e caminhar um pouco para estimular a circulação;- Pessoas com histórico de doenças do sistema circulatório devem procurar o médico vascular antes de viajar;- Meias elásticas de compressão também auxiliam os viajantes. Até mesmo quem não tem histórico de doença vascular pode utilizar meias de leve compressão. Já, para quem tem varizes ou outro problema vascular, o ideal é que o médico indique a meia com a compressão adequada.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
OSTEOPOROSE
A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo (osteometabólica) caracterizada pela redução da massa dos ossos e deterioração na microestrutura do tecido ósseo, ocasionando maior fragilidade nesse sistema e, conseqüentemente, aumento do risco de fratura. Os ossos mais susceptíveis à fratura são os do quadril, vértebras e pulso, resultando em significativa morbidade e mortalidade, principalmente em mulheres na pós-menopausa.
Histologia e fisiologia óssea
O osso possui três tipos de células: o osteoblasto, responsável pela formação óssea; os osteócitos, principais células do tecido ósseo, com atividade centrada na regulação dos níveis de minerais no tecido; e os osteoclastos, com função de reabsorção óssea. O processo de remodelamento ósseo envolve osteoclastos e osteoblastos. Ele se inicia com os osteoclastos sendo ativados em locais específicos do osso que foram submetidos a algum estresse, principalmente mecânico. Nesses locais, o osso, devido ao estresse, sofre microfraturas, as quais podem reduzir sua resistência, fazendo com que a remodelação seja necessária.
Durante o ciclo de remodelamento, os osteoclastos são ativados em uma superfície de repouso recoberta por células achatadas de revestimento, desgastando o local e formando uma cavidade denominada “lacuna de Howship”.
Durante o ciclo de remodelamento, os osteoclastos são ativados em uma superfície de repouso recoberta por células achatadas de revestimento, desgastando o local e formando uma cavidade denominada “lacuna de Howship”.
Quando essa cavidade atinge formato e profundidade características, a reabsorção é interrompida.
Numa etapa subseqüente, os osteoblastos são atraídos para a cavidade e iniciam o processo de secreção de uma nova matriz óssea, que posteriormente sofrerá uma mineralização com cálcio e fósforo, constituindo a última fase do processo e gerando o osso remodelado. 

Fatores de Risco
Raça branca.
Histórico familiar de osteoporose.
Vida sedentária.
Baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D.
Período perimenopausal ou pós-menopáusico.
Tabagismo ou etilismo.
Pessoa magra e/ou frágil.
Fratura atraumática prévia.
Medicamentos, como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano, glicocorticóides e heparina.
Doenças de base, como hepatopatia crônica, doença de Cushing, diabetes mellitus, hiperparatireoidismo, linfoma, leucemia, má-absorção, gastrectomia, doenças nutricionais, mieloma, artrite reumatóide e sarcoidose.
Diagnóstico
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),* os critérios para diagnóstico da osteoporose de acordo com a densidade mineral óssea (DMO) são:
1. Normal:
O valor da DMO encontra-se dentro de, no máximo, um desvio-padrão, abaixo do encontrado em mulheres adultas jovens.
2. Osteopenia:
O valor da DMO encontra-se entre -1 e -2,5 desvios-padrão da normalidade.
3. Osteoporose:
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão da normalidade.
4. Osteoporose estabelecida (fraturas):
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão na presença de uma ou mais fraturas por fragilidade óssea.
1. Normal:
O valor da DMO encontra-se dentro de, no máximo, um desvio-padrão, abaixo do encontrado em mulheres adultas jovens.
2. Osteopenia:
O valor da DMO encontra-se entre -1 e -2,5 desvios-padrão da normalidade.
3. Osteoporose:
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão da normalidade.
4. Osteoporose estabelecida (fraturas):
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão na presença de uma ou mais fraturas por fragilidade óssea.
Osteoporose primária: só é diagnosticada após todas as possibilidades de outras doenças terem sido eliminadas.
Osteoporose secundária: é diagnosticada quando está associada à outra doença (distúrbios endócrinos, artrite reumatóide, diabetes, osteogênese imperfeita), à dieta (síndromes de má absorção, deficiência de cálcio, deficiência de vitamina C, inanição) ou ao uso de medicamentos (glicocorticóides, heparina, álcool, anticonvulsivantes, metotrexato).
Tratamento da osteoporose
As medidas terapêuticas empregadas na osteoporose desempenham um importante papel, tanto na prevenção quanto no tratamento da doença.
Um dos principais aspectos da prevenção é realizar uma intervenção terapêutica na menopausa, ou imediatamente após a mesma, com o objetivo de retardar ou conter a aceleração da perda óssea que ocorre nos primeiros anos pós-menopausa. É nesse intervalo que a taxa de reabsorção óssea fica superior à taxa de formação dos ossos, gerando um desequilíbrio que culmina na perda óssea. Assim, a principal finalidade da prevenção nessa fase é restaurar as taxas de reabsorção e formação dos ossos existentes no período pré-menopausa através do uso de medicamentos específicos.
Uma vez estabelecida a doença, o tratamento realizado é sintomático e tem o objetivo de reverter a perda óssea, mas é importante ressaltar que o prognóstico da osteoporose pós-menopausa só é bom se o tratamento for iniciado precocemente e mantido durante anos. A deformidade da coluna vertebral não é reversível, mas a progressão da doença freqüentemente pode ser contida.
Principais agentes terapêuticos
Alendronato sódico
Calcitonina
Ipriflavona
Raloxifeno
vitamina D
Cálcio
Estrogênio
Alguns analgésicos não esteróides, como o ácido acetilsalicílico e o paracetamol, têm sido utilizados no alívio da dor crônica que acompanha as fraturas osteoporóticas.
Orientação Farmacêutica
Devido à alta incidência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa, torna-se imprescindível a preocupação com o seu aspecto preventivo. Cabe ao farmacêutico orientar, principalmente as mulheres, sobre os fatores de risco para a doença e sobre a importância de prevenir o aparecimento da mesma. Vale ressaltar que a osteoporose tem se comportado de forma silenciosa no organismo e só se manifesta através de uma ou mais fraturas, indicando um estágio avançado da doença. Portanto, o monitoramento da densidade óssea e a devida orientação médica no período de pré-menopausa é imprescindível.
Além do envelhecimento, outros fatores têm sido considerados de risco para a osteoporose, como: massa óssea baixa, histórico familiar de osteoporose, constituição corpórea delgada ou pequena, tabagismo, estilo de vida sedentário, consumo excessivo de álcool, má nutrição e uso de corticosteróides. Assim, a verificação da presença desses fatores de risco serão indicativos de uma provável instalação da doença.
Mudanças no estilo de vida, introdução de curtos períodos de exposição ao sol (de preferência antes das 10 h da manhã), instalação de pisos antiderrapantes e uso de calçados adequados, além da remoção de tapetes e de demais utensílios que aumentem o risco de quedas, são atitudes positivas no combate à principal conseqüência da osteoporose: as fraturas.
Quanto ao tratamento, a adesão e a utilização de doses adequadas dos medicamentos prescritos pelo médico são essenciais para garantir o sucesso da terapêutica e impedir a progressão da doença. Quanto ao uso do alendronato sódico (Fosamax D®), é importante que seja ressaltado que a absorção do mesmo é mais efi ciente quando administrado pela manhã, em jejum, a fim de que se possa ter uma absorção bastante eficiente e que se aproveite ao máximo a eficácia do produto.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
hoje é dia do farmacêutico. parabens atodos os colegas de profissão!!
"Farmacêutico não come, degusta! Farmacêutico não cheira, olfata! Farmacêutico não toca, tateia! Farmacêutico não respira, quebra carboidratos! Farmacêutico não elogia, descreve processos! Farmacêutico não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária! Farmacêutico não facilita discussões, catalisa substratos! Farmacêutico não transa, copula! Farmacêutico não admite algo sem resposta, analisa o hereditário! Farmacêutico não fala, coordena vibrações nas cordas vocais! Farmacêutico não pensa, faz sinapses! Farmacêutico não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente! Farmacêutico não chora, produz secreções lacrimais! Farmacêutico não espera retorno de chamadas, espera fedd backs! Farmacêutico não se apaixona, sofre reações químicas!!"
oração do farmacêutico:
"Senhor! No silêncio do meu trabalho, na ciência, mantenha a retidão do meu caráter. Evolua-me em Sua paz, quando estiver manipulando afim de que o remédio cure o necessitado. Proteja-me com seus olhos, quando nos minúsculos campos da visão microscópica, eu enxergar a Sua divina criação. Que a música suave das esferas que emanam do Seu reino, alcancem o meu ser em meu trabalhoe faça-me um agente da paz e do bem-estar. Finalmente, que em todas as ocasiõe sem que lidar com meu próximo, eu possa levar-lhe não só os remédios, as análises, e pesquisa, mas profundamente meu Senhor, muito, muito amor, sentido maiúsculo da minha verdadeira missão".
"Farmacêutico não come, degusta! Farmacêutico não cheira, olfata! Farmacêutico não toca, tateia! Farmacêutico não respira, quebra carboidratos! Farmacêutico não elogia, descreve processos! Farmacêutico não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária! Farmacêutico não facilita discussões, catalisa substratos! Farmacêutico não transa, copula! Farmacêutico não admite algo sem resposta, analisa o hereditário! Farmacêutico não fala, coordena vibrações nas cordas vocais! Farmacêutico não pensa, faz sinapses! Farmacêutico não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente! Farmacêutico não chora, produz secreções lacrimais! Farmacêutico não espera retorno de chamadas, espera fedd backs! Farmacêutico não se apaixona, sofre reações químicas!!"
oração do farmacêutico:
"Senhor! No silêncio do meu trabalho, na ciência, mantenha a retidão do meu caráter. Evolua-me em Sua paz, quando estiver manipulando afim de que o remédio cure o necessitado. Proteja-me com seus olhos, quando nos minúsculos campos da visão microscópica, eu enxergar a Sua divina criação. Que a música suave das esferas que emanam do Seu reino, alcancem o meu ser em meu trabalhoe faça-me um agente da paz e do bem-estar. Finalmente, que em todas as ocasiõe sem que lidar com meu próximo, eu possa levar-lhe não só os remédios, as análises, e pesquisa, mas profundamente meu Senhor, muito, muito amor, sentido maiúsculo da minha verdadeira missão".
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
DIABETES: O que os farmacêuticos podem fazer pelos pacientes?
Pesquisas recentes apontam para um quadro muito sombrio da situação do diabetes, no mundo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que a doença é uma grande ameaça para a saúde pública global. O Brasil não está de fora desse quadro. Pelo contrário, os dados relacionados à doença revelam que, até 2025, o País deverá passar do oitavo para o quarto lugar no ranking mundial de pessoas maiores de 18 anos com diabetes. Significa que 17,6 milhões de brasileiros, nessa faixa etária, estarão com a doença, o que quer dizer que serão 2,5 vezes mais que os atuais 7,3 milhões de adultos doentes. O problema é grave e causa perplexidade nas autoridades sanitárias. Há alguma coisa que os farmacêuticos brasileiros possam fazer, nas farmácias comunitárias (particulares), para mudar o panorama pessimista que assombra o País?
Sim, há muito. Para ser mais claro, os profissionais podem ajudar a alterá-lo, consideravelmente, por meio dos seus serviços de atenção farmacêutica. Ela é a alavanca com que os profissionais podem mover o mundo em favor do paciente diabético. Fazendo isso, os farmacêuticos acatarão a um grande chamamento pelo seu envolvimento com as questões sociais relacionadas às doenças crônicas e degenerativas no contexto da atenção básica, por meio da prestação de atenção farmacêutica.
E que serviços eles podem prestar? Como podem se especializar em diabetes e em outras doenças, para poder servir à população? As respostas estão com uma das maiores autoridades em diabetes, no Brasil, o farmacêutico Roberto Barbosa Bazotte.
VEJA A ENTREVISTA COM O PROFESSOR DOUTOR ROBERTO BAZOTTE.
PHARMACIA BRASILEIRA – Dr. Roberto Bazotte, o que é diabetes e quais as diferenças entre os diabetes tipos 1e 2?Dr. Roberto Bazotte - Diabetes mellitus é uma doença crônica, caracterizada pela deficiência de insulina, que acarreta um estado crônico de elevada concentração de glicose na corrente sangüínea (hiperglicemia), sendo os diabetes tipos 1 e 2 as duas principais formas de apresentação da doença.
O tipo 1, antigamente conhecido como infanto-juvenil ou ainda insulinodependente, caracteriza-se pela deficiência total de insulina, o que torna a insulinoterapia obrigatória. Surge mais freqüentemente na infância ou adolescência. O aparecimento da doença é caracterizado por um quadro clínico bem definido (hiperfagia, poliúria, polidipsia e emagrecimento), representando 5% a 10% dos pacientes diagnosticados.
O tipo 2, antigamente conhecido como diabetes da maturidade ou ainda não insulinodependente, caracteriza-se pela reduzida ação (resistência à insulina) e/ou secreção de insulina. No tipo 2, parte dos pacientes evolui, ao longo dos anos, para uma deficiência mais severa de insulina, tornando-se necessária a insulinoterapia.
Diferente do tipo 1, geralmente, não é acompanhado de sintomas clínicos. Abrange, desde indivíduos nos quais a dieta e os exercícios normalizam a glicemia a pacientes que necessitam de insulinoterapia. É o tipo mais comum de diabetes, representando 90% a 95% dos pacientes diagnosticados e por quase todos os casos não diagnosticados. É mais freqüente, a partir dos 40 anos, sendo 80% dos que apresentam excesso de peso.
Sim, há muito. Para ser mais claro, os profissionais podem ajudar a alterá-lo, consideravelmente, por meio dos seus serviços de atenção farmacêutica. Ela é a alavanca com que os profissionais podem mover o mundo em favor do paciente diabético. Fazendo isso, os farmacêuticos acatarão a um grande chamamento pelo seu envolvimento com as questões sociais relacionadas às doenças crônicas e degenerativas no contexto da atenção básica, por meio da prestação de atenção farmacêutica.
E que serviços eles podem prestar? Como podem se especializar em diabetes e em outras doenças, para poder servir à população? As respostas estão com uma das maiores autoridades em diabetes, no Brasil, o farmacêutico Roberto Barbosa Bazotte.
VEJA A ENTREVISTA COM O PROFESSOR DOUTOR ROBERTO BAZOTTE.
PHARMACIA BRASILEIRA – Dr. Roberto Bazotte, o que é diabetes e quais as diferenças entre os diabetes tipos 1e 2?Dr. Roberto Bazotte - Diabetes mellitus é uma doença crônica, caracterizada pela deficiência de insulina, que acarreta um estado crônico de elevada concentração de glicose na corrente sangüínea (hiperglicemia), sendo os diabetes tipos 1 e 2 as duas principais formas de apresentação da doença.
O tipo 1, antigamente conhecido como infanto-juvenil ou ainda insulinodependente, caracteriza-se pela deficiência total de insulina, o que torna a insulinoterapia obrigatória. Surge mais freqüentemente na infância ou adolescência. O aparecimento da doença é caracterizado por um quadro clínico bem definido (hiperfagia, poliúria, polidipsia e emagrecimento), representando 5% a 10% dos pacientes diagnosticados.
O tipo 2, antigamente conhecido como diabetes da maturidade ou ainda não insulinodependente, caracteriza-se pela reduzida ação (resistência à insulina) e/ou secreção de insulina. No tipo 2, parte dos pacientes evolui, ao longo dos anos, para uma deficiência mais severa de insulina, tornando-se necessária a insulinoterapia.
Diferente do tipo 1, geralmente, não é acompanhado de sintomas clínicos. Abrange, desde indivíduos nos quais a dieta e os exercícios normalizam a glicemia a pacientes que necessitam de insulinoterapia. É o tipo mais comum de diabetes, representando 90% a 95% dos pacientes diagnosticados e por quase todos os casos não diagnosticados. É mais freqüente, a partir dos 40 anos, sendo 80% dos que apresentam excesso de peso.
PHARMACIA BRASILEIRA – O diabetes está crescendo rapidamente, no mundo inteiro, deixando perplexas as autoridades sanitárias. Que contribuição os farmacêuticos brasileiros podem dar à sociedade, nas farmácias comunitárias, para melhorar esse quadro pessimista?Dr. Roberto Bazotte - O farmacêutico ocupa um lugar estratégico na detecção, prevenção e tratamento desta doença. Infelizmente, a maioria dos pacientes tem o seu diabetes (tipo 2) detectado, quando surge uma complicação crônica (hipertensão, impotência sexual etc.).
No Brasil, estima-se que tenhamos 10 milhões de diabéticos, dos quais 50% não estão diagnosticados. Dos pacientes diagnosticados, parte não inicia o tratamento. Dos que iniciam o tratamento, parte o abandonam. Temos ainda aqueles que decidem fazer tratamento por conta própria e ainda aqueles que estão fazendo um tratamento inadequado. Nos EUA e Europa, apenas 30% dos pacientes em tratamento estão com um bom controle glicêmico. A pergunta é: qual é a situação, no Brasil?
Devemos, ainda, nos lembrar de que, para cada paciente diabético (tipo 2), existe um pré-diabético, e este, se não tomar as medidas necessárias, se tornará diabético, nos próximos anos.
O farmacêutico, responsável pelo diagnostico laboratorial do diabetes, pode, também, realizar outros exames relacionados à doença, tendo, ainda, um papel central em qualquer outro local onde atua como profissional de saúde.
Na farmácia comunitária, o farmacêutico é o profissional de saúde que mais tem contato com o paciente diabético. Este vem à farmácia pelo menos uma vez por mês, para adquirir seu medicamento de uso contínuo, enquanto que a visita ao médico fica entre seis meses e um ano.
O farmacêutico pode, através de uma rápida entrevista, detectar se existe risco de diabetes (histórico familiar, idade, estilo de vida, excesso de peso) e estimular o paciente a fazer uma consulta médica e glicemia de jejum. Devemos nos lembrar que quem faz o diagnostico é o médico.
Mas médicos não saem por aí, agarrando pacientes e levando ao consultório. Cabe ao farmacêutico estimular o paciente à consulta. Outro ponto relevante seria se as farmácias oferecessem o exame da glicemia capilar, não como instrumento de diagnóstico laboratorial, mas de detecção e acompanhamento (como ocorre, por exemplo, em Portugal).
É importante lembrar que já existem equipamentos que fazem, além da glicemia, a medida do colesterol, triglicérides e lactato, o que aumenta a possibilidade de atendimento ao paciente diabético.
Voltando à sua afirmação inicial, sim, o diabetes está crescendo, no mundo todo e também no Brasil. Nosso desafio é estimular o farmacêutico que atua, na farmácia comunitária, a se inserir na detecção, e ao paciente já diabético, a atuar como educador, orientando o paciente particularmente nos aspectos relacionados ao uso correto dos medicamentos (adesão ao tratamento, possíveis interações medicamentosas etc.).
No Brasil, estima-se que tenhamos 10 milhões de diabéticos, dos quais 50% não estão diagnosticados. Dos pacientes diagnosticados, parte não inicia o tratamento. Dos que iniciam o tratamento, parte o abandonam. Temos ainda aqueles que decidem fazer tratamento por conta própria e ainda aqueles que estão fazendo um tratamento inadequado. Nos EUA e Europa, apenas 30% dos pacientes em tratamento estão com um bom controle glicêmico. A pergunta é: qual é a situação, no Brasil?
Devemos, ainda, nos lembrar de que, para cada paciente diabético (tipo 2), existe um pré-diabético, e este, se não tomar as medidas necessárias, se tornará diabético, nos próximos anos.
O farmacêutico, responsável pelo diagnostico laboratorial do diabetes, pode, também, realizar outros exames relacionados à doença, tendo, ainda, um papel central em qualquer outro local onde atua como profissional de saúde.
Na farmácia comunitária, o farmacêutico é o profissional de saúde que mais tem contato com o paciente diabético. Este vem à farmácia pelo menos uma vez por mês, para adquirir seu medicamento de uso contínuo, enquanto que a visita ao médico fica entre seis meses e um ano.
O farmacêutico pode, através de uma rápida entrevista, detectar se existe risco de diabetes (histórico familiar, idade, estilo de vida, excesso de peso) e estimular o paciente a fazer uma consulta médica e glicemia de jejum. Devemos nos lembrar que quem faz o diagnostico é o médico.
Mas médicos não saem por aí, agarrando pacientes e levando ao consultório. Cabe ao farmacêutico estimular o paciente à consulta. Outro ponto relevante seria se as farmácias oferecessem o exame da glicemia capilar, não como instrumento de diagnóstico laboratorial, mas de detecção e acompanhamento (como ocorre, por exemplo, em Portugal).
É importante lembrar que já existem equipamentos que fazem, além da glicemia, a medida do colesterol, triglicérides e lactato, o que aumenta a possibilidade de atendimento ao paciente diabético.
Voltando à sua afirmação inicial, sim, o diabetes está crescendo, no mundo todo e também no Brasil. Nosso desafio é estimular o farmacêutico que atua, na farmácia comunitária, a se inserir na detecção, e ao paciente já diabético, a atuar como educador, orientando o paciente particularmente nos aspectos relacionados ao uso correto dos medicamentos (adesão ao tratamento, possíveis interações medicamentosas etc.).
PHARMACIA BRASILEIRA – A atenção farmacêutica é a grande alavanca com o que o farmacêutico pode “mover o mundo” em favor do paciente diabético. O farmacêutico precisa atuar mais no campo da atenção básica, prestando atenção em doenças crônicas e degenerativas, como o diabetes e a hipertensão arterial?Dr. Roberto Bazotte - Há um grande número de doenças, e os médicos estão encastelados em especialidades. Um psiquiatra, por exemplo, trabalha rotineiramente com antidepressivos, ansiolíticos e alguns outros poucos fármacos. Ele não precisará se preocupar muito com os antibióticos, antigripais.
Mas, na farmácia comunitária, aparece de câncer à dor de cotovelo, e ao farmacêutico é impossível conhecer todas as doenças e possibilidades de tratamento. A solução está em o farmacêutico da farmácia comunitária investir em doenças crônicas de alta prevalência na população e que geram o uso contínuo de medicamentos (diabetes, hipertensão, obesidade, dislipidemias).
No caso do diabetes mellitus tipo 2, a abordagem deve ser feita em conjunto com outras doenças associadas, a começar pela hipertensão arterial. Assim, o paciente diabético e pré-diabético deve ser acompanhado, além da glicemia e pressão arterial, nos seguintes aspectos: medida da cintura e peso corporal e lipidograma.
Este acompanhamento pode ser complementado com orientação nos aspectos nutricionais, atividade física e um contínuo estímulo ao paciente, para ele persistir no tratamento. O tipo 2, por ser assintomático e surgir mais freqüentemente no adulto, necessita de um trabalho árduo do farmacêutico na adesão ao tratamento que, se interrompido, favorecerá o desenvolvimento das complicações crônicas, particularmente o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral.
Mas, na farmácia comunitária, aparece de câncer à dor de cotovelo, e ao farmacêutico é impossível conhecer todas as doenças e possibilidades de tratamento. A solução está em o farmacêutico da farmácia comunitária investir em doenças crônicas de alta prevalência na população e que geram o uso contínuo de medicamentos (diabetes, hipertensão, obesidade, dislipidemias).
No caso do diabetes mellitus tipo 2, a abordagem deve ser feita em conjunto com outras doenças associadas, a começar pela hipertensão arterial. Assim, o paciente diabético e pré-diabético deve ser acompanhado, além da glicemia e pressão arterial, nos seguintes aspectos: medida da cintura e peso corporal e lipidograma.
Este acompanhamento pode ser complementado com orientação nos aspectos nutricionais, atividade física e um contínuo estímulo ao paciente, para ele persistir no tratamento. O tipo 2, por ser assintomático e surgir mais freqüentemente no adulto, necessita de um trabalho árduo do farmacêutico na adesão ao tratamento que, se interrompido, favorecerá o desenvolvimento das complicações crônicas, particularmente o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral.
PHARMACIA BRASILEIRA – Que ações de atenção farmacêutica os profissionais podem prestar ao paciente diabético?Dr. Roberto Bazotte - Alguns serviços, eu já comentei, anteriormente. Mas gostaria de acrescescentar que estudos feitos, nos EUA, observaram que o paciente diabético freqüenta a farmácia de três a oito vezes mais do que o não diabético, deixando por visita à farmácia em torno de 39 dólares, contra 13 dólares de não diabéticos.
Porém, este estudo não contemplou outros medicamentos que o paciente pode estar utilizando (por exemplo, os anti-hipertensivos), além do fato de o paciente levar outros produtos necessários à sua família. Isto, sem contar os produtos diet, light, agulhas e seringas descartáveis, tiras reagentes para glicosímetro etc.
Enfim, o diabetes abre à farmacia comunitária a oportunidade de oferecer ao paciente diabético uma ampla gama de produtos complementares ao tratamento medicamentoso. Esta disponibilidade deve estar associada a um conhecimento dos produtos. Por exemplo, o farmacêutico precisa explicar ao paciente como funciona o glicosímetro e estar preparado para esclarecer dúvidas quanto ao funcionamento do equipamento.
Porém, este estudo não contemplou outros medicamentos que o paciente pode estar utilizando (por exemplo, os anti-hipertensivos), além do fato de o paciente levar outros produtos necessários à sua família. Isto, sem contar os produtos diet, light, agulhas e seringas descartáveis, tiras reagentes para glicosímetro etc.
Enfim, o diabetes abre à farmacia comunitária a oportunidade de oferecer ao paciente diabético uma ampla gama de produtos complementares ao tratamento medicamentoso. Esta disponibilidade deve estar associada a um conhecimento dos produtos. Por exemplo, o farmacêutico precisa explicar ao paciente como funciona o glicosímetro e estar preparado para esclarecer dúvidas quanto ao funcionamento do equipamento.
PHARMACIA BRASILEIRA – Por que a doença cresce tanto, inclusive entre as crianças?Dr. Roberto Bazotte - O crescimento da obesidade, em função de uma alimentação hipercalórica, rica em gordura saturada combinada a sedentarismo, tem levado a um aumento da presença do diabetes mellitus tipo 2 em crianças. Daí, não ser mais apropriado chamar o tipo 2 de diabetes da maturidade.
Da mesma maneira, no adulto, o crescimento da obesidade é o principal fator desencadeador da doença. Porém, no adulto, o envelhecimento da população tem contribuído para o crescimento da incidência desta doença. Veja que, nos anos 40, a vida média do brasileiro era de 45 anos e, hoje, alcançamos 73 anos. Esta mudança, associado às mudanças de hábitos da população (dieta fast food, sedentarismo etc.) tem feito o número de diabéticos duplicar, a cada década.
Da mesma maneira, no adulto, o crescimento da obesidade é o principal fator desencadeador da doença. Porém, no adulto, o envelhecimento da população tem contribuído para o crescimento da incidência desta doença. Veja que, nos anos 40, a vida média do brasileiro era de 45 anos e, hoje, alcançamos 73 anos. Esta mudança, associado às mudanças de hábitos da população (dieta fast food, sedentarismo etc.) tem feito o número de diabéticos duplicar, a cada década.
PHARMACIA BRASILEIRA – O diabetes está relacionado a várias outras doenças, o que agrava a situação do paciente. Explique a correlação entre as doenças?Dr. Roberto Bazotte – Existem vários mecanismos que levam a outras doenças, mas o principal é a glicação de proteínas, ou seja, a glicose que está presente no sangue liga-se a proteínas. Na verdade, esta glicação ocorre mesmo em pessoas normais. Porém, no diabético, a glicemia elevada favorece uma glicação mais intensa das proteínas.
Como proteínas apresentam funções nobres (possuem função de enzimas, receptores de membranas, anticorpos, hormônios, transportadores de substâncias entre compartimentos celulares etc.), o excesso de glicação destas proteínas altera as suas funções, favorecendo, por exemplo, a nefropatia, retinopatia, catarata, impotência sexual, constipação etc.
A hiperglicemia crônica, também, aumenta o estresse oxidativo, que favorece a deposição do colesterol no endotélio vascular, com formação de placas de gorduras que contribui para a hipertensão, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.
Mas a boa notícia é que o bom controle glicêmico reduz consideravelmente o risco destas complicações. Além disto, estudos mais recentes apontam para o fato de que se associamos a normalização da glicemia a um bom controle dos lípides (colesterol e frações, triglicérides), peso corporal (com ênfase para a redução da cintura abdominal), dieta e aumento da atividade física, reduziremos ainda mais substancialmente as outras doenças associadas ao diabetes.
Como proteínas apresentam funções nobres (possuem função de enzimas, receptores de membranas, anticorpos, hormônios, transportadores de substâncias entre compartimentos celulares etc.), o excesso de glicação destas proteínas altera as suas funções, favorecendo, por exemplo, a nefropatia, retinopatia, catarata, impotência sexual, constipação etc.
A hiperglicemia crônica, também, aumenta o estresse oxidativo, que favorece a deposição do colesterol no endotélio vascular, com formação de placas de gorduras que contribui para a hipertensão, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.
Mas a boa notícia é que o bom controle glicêmico reduz consideravelmente o risco destas complicações. Além disto, estudos mais recentes apontam para o fato de que se associamos a normalização da glicemia a um bom controle dos lípides (colesterol e frações, triglicérides), peso corporal (com ênfase para a redução da cintura abdominal), dieta e aumento da atividade física, reduziremos ainda mais substancialmente as outras doenças associadas ao diabetes.
PHARMACIA BRASILEIRA – O que há de novidades, no mercado farmacêutico, voltado para o tratamento do diabetes?Dr. Roberto Bazotte - Em termos de fármacos que foram disponibilizados recentemente, no Brasil, destacam-se a vildagliptina, sitagliptina (inibidores da enzima DPP-4, que degrada o GLP-1, um hormônio produzido pelo intestino e que estimula a secreção de insulina) e o exenatide (agonista do GLP-1).
Porém gostaria de enfatizar que uma melhora na educação do paciente diabético, nos aspectos do uso de medicamentos e do estilo de vida, terá um impacto muito maior do que qualquer medicamento que está sendo lançado, ou venha a ser lançado, nos próximos anos. E é neste ponto que o farmacêutico que atua, na farmácia comunitária, passa a ter um papel relevante no tratamento do diabetes.
Porém gostaria de enfatizar que uma melhora na educação do paciente diabético, nos aspectos do uso de medicamentos e do estilo de vida, terá um impacto muito maior do que qualquer medicamento que está sendo lançado, ou venha a ser lançado, nos próximos anos. E é neste ponto que o farmacêutico que atua, na farmácia comunitária, passa a ter um papel relevante no tratamento do diabetes.
PHARMACIA BRASILEIRA – A terapia com células-tronco é uma esperança para o paciente diabético?Dr. Roberto Bazotte - Sim. E se pensarmos que o transplante de medula é, na verdade, uma terapia com células-tronco, o uso desta terapia não é tão novidade como parece. No que se refere ao diabetes, já existem estudos empregando células-tronco em diabéticos tipo 1, feitos por um grupo de Ribeirão Preto, com bons resultados. Mas é importante enfatizar que a terapia com células-tronco, pelo menos de momento, ainda está muito longe de representar a cura definitiva do diabetes.
PHARMACIA BRASILEIRA - Toda pessoa está sujeita a sofrer de diabetes?Dr. Roberto Bazotte – Sim, na medida em que a idade é um fator de risco para a doença. Por exemplo, na faixa etária acima dos 80 anos, cerca de 25% da população apresenta diabetes. Além da idade, temos a predisposição genética presente, tanto no tipo 1, como no tipo 2.
Ou seja, se você tem um parente diabético, suas chances sempre serão maiores. Além da idade e predisposição genética, que está fora do nosso controle, o excesso de peso se destaca como fator ambiental de elevação do risco para o desencadeamento da doença.
Ou seja, se você tem um parente diabético, suas chances sempre serão maiores. Além da idade e predisposição genética, que está fora do nosso controle, o excesso de peso se destaca como fator ambiental de elevação do risco para o desencadeamento da doença.
PHARMACIA BRASILEIRA - Dr. Bazotte, o senhor é um profundo conhecedor do diabetes. Como o senhor especializou-se no assunto? E como os profissionais podem, hoje, especializar-se, para prestar atenção farmacêutica em diabetes?Dr. Roberto Bazotte - Em meu caso, já durante a graduação (1977-1980) em Farmácia-bioquímica (Universidade Estadual de Maringá), participei de projetos de iniciação científica, a partir do terceiro ano do curso, trabalhando com o saudoso Mauro Alvarez (farmacêutico, doutor em Bioquímica) em estudos do efeito anti-diabético da planta Stevia rebaudiana.
Após a conclusão da graduação, juntamente com o colega de turma e de iniciação científica, Rui Curi (atualmente, professor titular na USP/São Paulo), fiz o mestrado (1981-1983) e o doutorado (1984-1989) em Fisiologia Endócrina, na USP, e, no ano seguinte (1990-1991), fiz estágio de pós-doutorado, nos Estados Unidos (em Houston, Texas), em estudos de mecanismo de ação hormonal.
Depois do retorno dos Estados Unidos, começamos a orientação de estudantes de IC (Iniciação Científica), mestrado (21 concluídos), doutorado (oito concluídos) em temas ligados, direta ou indiretamente, ao diabetes. Além disso, desde o retorno dos EUA, introduzimos, para a graduação, na disciplina de Farmacologia, o tema anti-diabéticos, posteriormente oferecida em curso de especialização e outras atividades voltadas para o farmacêutico, onde se destaca o curso oferecido pelo Conselho Federal de Farmácia, “O Exercício Profissional Diante dos Desafios da Farmácia Comunitária”.
Quanto à forma de como o farmacêutico poderia adquirir conhecimentos em relação ao tema, penso que o ponto de partida é o profissional amar o paciente. Se não houver este sentimento, eu o aconselho a procurar outra profissão.
Mas se houver um legítimo sentimento de preocupação com a saúde e bem-estar do paciente, temos o ponto de partida, que pode ser complementado por inúmeras ações, sendo uma delas a participação no curso “O Exercício Profissional Diante dos Desafios da Farmácia Comunitária”, no qual, além do diabetes, o farmacêutico expandirá a sua visão sobre outras doenças e temas relevantes à sua atuação, na farmácia comunitária.
Após a conclusão da graduação, juntamente com o colega de turma e de iniciação científica, Rui Curi (atualmente, professor titular na USP/São Paulo), fiz o mestrado (1981-1983) e o doutorado (1984-1989) em Fisiologia Endócrina, na USP, e, no ano seguinte (1990-1991), fiz estágio de pós-doutorado, nos Estados Unidos (em Houston, Texas), em estudos de mecanismo de ação hormonal.
Depois do retorno dos Estados Unidos, começamos a orientação de estudantes de IC (Iniciação Científica), mestrado (21 concluídos), doutorado (oito concluídos) em temas ligados, direta ou indiretamente, ao diabetes. Além disso, desde o retorno dos EUA, introduzimos, para a graduação, na disciplina de Farmacologia, o tema anti-diabéticos, posteriormente oferecida em curso de especialização e outras atividades voltadas para o farmacêutico, onde se destaca o curso oferecido pelo Conselho Federal de Farmácia, “O Exercício Profissional Diante dos Desafios da Farmácia Comunitária”.
Quanto à forma de como o farmacêutico poderia adquirir conhecimentos em relação ao tema, penso que o ponto de partida é o profissional amar o paciente. Se não houver este sentimento, eu o aconselho a procurar outra profissão.
Mas se houver um legítimo sentimento de preocupação com a saúde e bem-estar do paciente, temos o ponto de partida, que pode ser complementado por inúmeras ações, sendo uma delas a participação no curso “O Exercício Profissional Diante dos Desafios da Farmácia Comunitária”, no qual, além do diabetes, o farmacêutico expandirá a sua visão sobre outras doenças e temas relevantes à sua atuação, na farmácia comunitária.
PHARMACIA BRASILEIRA – O senhor integra a equipe de professores que participa do curso “O Exercício Profissional Diante dos Desafios da Farmácia Comunitária”, realizado pelo Conselho Federal de Farmácia e dirigido a farmacêuticos que atuam em farmácias comunitárias. No curso, a sua Cadeira é a atenção farmacêutica em diabetes. O senhor pode falar sobre a importância do mesmo na capacitação de farmacêuticos na atenção básica em doenças?Dr. Roberto Bazotte - O curso oferece ao farmacêutico uma equipe com profissionais altamente capacitados e com larga experiência, cada um abordando o tema de sua especialidade. Mas, como dizia o educador Paulo Freire, “conhecimento não se adquire; conhecimento se constrói”.
Concordando com ele, digo que o curso só faz sentido, na medida em que o farmacêutico passa a aplicar, em sua realidade, os conhecimentos adquiridos nas aulas. Estes conhecimentos devem ser adaptados à realidade de cada um, já se tendo a convicção de que as condições ideais nunca existirão.
Concordando com ele, digo que o curso só faz sentido, na medida em que o farmacêutico passa a aplicar, em sua realidade, os conhecimentos adquiridos nas aulas. Estes conhecimentos devem ser adaptados à realidade de cada um, já se tendo a convicção de que as condições ideais nunca existirão.
PHARMACIA BRASILEIRA – O senhor coordenou um trabalho em atenção farmacêutica em diabetes que é considerado uma referência nessa área. Explique o seu trabalho.Dr. Roberto Bazotte - Nosso trabalho é a tese de doutorado da farmacêutica Gisleine Elisa Cavalcante e Silva. O estudo já concluído mostra o impacto da introdução de um trabalho de atenção farmacêutica, em farmácias comunitárias. Após um ano de acompanhamento, verificamos uma melhora significativa não apenas do controle glicêmico dos pacientes, mas também de outros indicadores de melhoria (perfil lipídico, auto-estima, adesão ao tratamento etc.).
Fonte: CFF
Autor: Aloísio Brandão
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diabetes; atenção farmacêutica
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Por quê usar protetor solar?
A vida sob raios
Nas últimas décadas, não houve grandes variações no ozônio, na faixa que vai desde o equador até o ponto mais ao sul do Brasil, garante o físico Inácio Malmonge Martin, professor da Universidade Estadual de Campinas. Portanto, apesar do célebre buraco de ozônio, aqui a situação não está assim tão trágica. Isso não quer dizer que dá para se descuidar. Veja por quê:
A RADIAÇÃO SOLAR SE DIVIDE EM QUATRO TIPOS
Ultravioleta A (UVA) Vai até a segunda camada da pele, a derme, e estimula o bronzeado.
Ultravioleta B (UVB) Pára na superfície da pele e a deixa ressecada.
Ultravioleta C (UVC) É o mais nocivo e causa tumor porque vai fundo. Mas costuma ser barrado pela camada de ozônio.
Infravermelhos Aquecem o corpo e dilatam os vasos.
SALVANDO A PRÓPRIA PELE
A proteção contra os raios solares é essencial. Infelizmente o sol envelhece e, o que é pior, leva ao câncer. Mas não é por isso que todo mundo vai ficar trancado em casa. Para desfrutar da estação ensolarada, fique de olho no relógio. Fuja dos raios de sol entre 10 e 15 horas (acrescente 60 minutos se estiver no horário de verão). E não deixe de se lambuzar de filtro. Nada de economia. “A camada deve ser espessa”, diz o dermatologista Sérgio Yamada, da Universidade Federal de São Paulo. Os fotoprotetores estão cada vez mais modernos e existem até fórmulas sem perfume para quem tem alergia. Se você dormir na cadeira de praia, os raios ultravioleta podem maltratá-lo. “São eles que danificam o DNA das células, fazendo com que elas se multipliquem de forma desordenada”, explica o cirurgião plástico Rogério Izar, do Hospital do Câncer, em São Paulo. É assim que surge o tumor de pele.
DESFESA NA MEDIDA CERTA
Saiba escolher o fator de proteção (FPS) correto para você:
É o caso da sua pele? Sempre fica queimada, jamais bronzeada
O seu tipo então é: Extremamente sensível
FPS mínimo: 20
É o caso da sua pele? Fica bem queimada depois de ganhar um leve bronzeado
O seu tipo então é: Muito sensível
FPS mínimo: 12
É o caso da sua pele? Fica bronzeada aos poucos, mas acaba levemente queimada
O seu tipo então é: Sensível
FPS mínimo: 8
É o caso da sua pele? Quase não se queima e sempre se bronzeia
O seu tipo então é: Moderadamente sensível
FPS mínimo: 4
É o caso da sua pele? Raramente se queima e fica muito bronzeada
O seu tipo então é: Pouco sensível
FPS mínimo: 2
Um bom escudo contra os raios de sol
No verão, os médicos recomendam o uso de filtros diariamente. Até mesmo em dias nublados
“Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada uma hora”, ensina a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo. Na meninada a atenção deve ser redobrada e, se o bebê for menor de 6 meses, é melhor nem pôr a carinha para fora nos horários mais quentes. Aliás, muitos especialistas desaconselham a ida à praia no primeiro semestre de vida. “Os efeitos do sol são cumulativos”, alerta o dermatologista Victor Reis, do Hospital das Clínicas da capital paulista. Estragos invisíveis — no núcleo das células — ocorridos na mais tenra idade podem virar o câncer da maturidade.
EXISTEM DUAS FORMAS DE FILTRAR A RADIAÇÃO
1. Barreira física
Esse tipo de filtro forma uma película que reflete o raio solar. Ele bate nela e se dissipa.
2. Barreira química
As moléculas desse filtro absorvem os raios, transformando-os em outro tipo de energia, inócua para a pele.
Nas últimas décadas, não houve grandes variações no ozônio, na faixa que vai desde o equador até o ponto mais ao sul do Brasil, garante o físico Inácio Malmonge Martin, professor da Universidade Estadual de Campinas. Portanto, apesar do célebre buraco de ozônio, aqui a situação não está assim tão trágica. Isso não quer dizer que dá para se descuidar. Veja por quê:
A RADIAÇÃO SOLAR SE DIVIDE EM QUATRO TIPOS
Ultravioleta A (UVA) Vai até a segunda camada da pele, a derme, e estimula o bronzeado.
Ultravioleta B (UVB) Pára na superfície da pele e a deixa ressecada.
Ultravioleta C (UVC) É o mais nocivo e causa tumor porque vai fundo. Mas costuma ser barrado pela camada de ozônio.
Infravermelhos Aquecem o corpo e dilatam os vasos.
SALVANDO A PRÓPRIA PELE
A proteção contra os raios solares é essencial. Infelizmente o sol envelhece e, o que é pior, leva ao câncer. Mas não é por isso que todo mundo vai ficar trancado em casa. Para desfrutar da estação ensolarada, fique de olho no relógio. Fuja dos raios de sol entre 10 e 15 horas (acrescente 60 minutos se estiver no horário de verão). E não deixe de se lambuzar de filtro. Nada de economia. “A camada deve ser espessa”, diz o dermatologista Sérgio Yamada, da Universidade Federal de São Paulo. Os fotoprotetores estão cada vez mais modernos e existem até fórmulas sem perfume para quem tem alergia. Se você dormir na cadeira de praia, os raios ultravioleta podem maltratá-lo. “São eles que danificam o DNA das células, fazendo com que elas se multipliquem de forma desordenada”, explica o cirurgião plástico Rogério Izar, do Hospital do Câncer, em São Paulo. É assim que surge o tumor de pele.
DESFESA NA MEDIDA CERTA
Saiba escolher o fator de proteção (FPS) correto para você:
É o caso da sua pele? Sempre fica queimada, jamais bronzeada
O seu tipo então é: Extremamente sensível
FPS mínimo: 20
É o caso da sua pele? Fica bem queimada depois de ganhar um leve bronzeado
O seu tipo então é: Muito sensível
FPS mínimo: 12
É o caso da sua pele? Fica bronzeada aos poucos, mas acaba levemente queimada
O seu tipo então é: Sensível
FPS mínimo: 8
É o caso da sua pele? Quase não se queima e sempre se bronzeia
O seu tipo então é: Moderadamente sensível
FPS mínimo: 4
É o caso da sua pele? Raramente se queima e fica muito bronzeada
O seu tipo então é: Pouco sensível
FPS mínimo: 2
Um bom escudo contra os raios de sol
No verão, os médicos recomendam o uso de filtros diariamente. Até mesmo em dias nublados
“Os fotoprotetores devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada uma hora”, ensina a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo. Na meninada a atenção deve ser redobrada e, se o bebê for menor de 6 meses, é melhor nem pôr a carinha para fora nos horários mais quentes. Aliás, muitos especialistas desaconselham a ida à praia no primeiro semestre de vida. “Os efeitos do sol são cumulativos”, alerta o dermatologista Victor Reis, do Hospital das Clínicas da capital paulista. Estragos invisíveis — no núcleo das células — ocorridos na mais tenra idade podem virar o câncer da maturidade.
EXISTEM DUAS FORMAS DE FILTRAR A RADIAÇÃO
1. Barreira física
Esse tipo de filtro forma uma película que reflete o raio solar. Ele bate nela e se dissipa.
2. Barreira química
As moléculas desse filtro absorvem os raios, transformando-os em outro tipo de energia, inócua para a pele.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
INFOGRAFICO SOBRE ACNE
QUANDO NÓS OBSERVAMOS UMA IMAGEM, UM FILME, UMA ANIMAÇÃO GRÁFICA, FICA MELHOR DE SE MEMORIZAR E ENTENDER AQUILO QUE SE TEM CURIOSIDADE. PORTANTO CLICANDO NO LINK ABAIXO VC PODERÁ VISUALIZAR UM INFOGRAFICO SOBRE ACNE QUE A REVISTA SAÚDE É VITAL DESENVOLVEU PARA SEUS LEITORES.
http://saude.abril.com.br/edicoes/0298/infograficos/conteudo_279239.shtml
http://saude.abril.com.br/edicoes/0298/infograficos/conteudo_279239.shtml
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Acne (Cravos e espinhas)
O que é ?
A acne é uma doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Devido a isso, as lesões começam a surgir na puberdade, época em que estes hormônios começam a ser produzidos pelo organismo, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos.
A doença não atinge apenas apenas adolescentes, podendo persistir na idade adulta e, até mesmo, surgir nesta fase, quadro mais frequente em mulheres.
As manifestações da doença (cravos e espinhas) ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
Manifestações clínicas
A doença manifesta-se principalmente na face e no tronco, áreas do corpo ricas em glândulas sebáceas. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, sendo, na maioria da vezes de pequena e média intensidade.
Em alguns casos, o quadro pode tornar-se muito intenso, como a acne conglobata (lesões císticas grandes, inflamatórias, que se intercomunicam por sob a pele) e o acne queloideano (deixa cicatrizes queloideanas após o desaparecimento da inflamação).
O quadro clínico pode ser dividido em quatro estágios:
Acne Grau I: apenas cravos, sem lesões inflamatórias (espinhas).
Acne Grau II: cravos e "espinhas" pequenas, como pequenas lesões inflamadas e pontos amarelos de pus (pústulas).
Acne Grau III: cravos, "espinhas" pequenas e lesões maiores, mais profundas, dolorosas, avermelhadas e bem inflamadas (cistos).
Acne Grau IV: cravos, "espinhas" pequenas e grandes lesões císticas, comunicantes (acne conglobata), com muita inflamação e aspecto desfigurante.
Tratamento
Sendo doença de duração prolongada e algumas vezes desfigurante, a acne deve ser tratada desde o começo, de modo a evitar as suas sequelas, que podem ser cicatrizes na pele ou distúrbios emocionais, devido à importante alteração na auto-estima de jovens acometidos pela acne.
O tratamento pode ser feito com medicações de uso local, visando a desobstrução dos folículos e o controle da proliferação bacteriana e da oleosidade. Podem ser usados também medicamentos via oral, dependendo da intensidade do quadro, geralmente antibióticos para controlar a infecção.
Em casos de acne muito grave (como a acne conglobata), ou resistente aos tratamentos convencionais, pode ser utilizada a isotretinoína (Roacutan), medicação que pode curar definitivamente a acne em cerca de seis a oito meses na grande maioria dos casos.
Apesar de não ter participação na causa da doença, a dieta pode ter influência no curso da acne em algumas pessoas. Alimentos como chocolates, gorduras animais, leite e derivados, crustáceos, condimentos fortes e amendoins devem ser evitados pelos pacientes que apresentem acne e percebam agravação dos sintomas após a ingestão destes alimentos.
O lado emocional dos pacientes não deve ser menosprezado. A desfiguração causada pela acne mexe com a auto-estima do adolescente, que passa a evitar o contato social com vergonha de suas lesões e das brincadeiras dos colegas. Quando necessário, deve ser fornecido suporte psicológico.
O tratamento da acne deve ser orientado por um médico dermatologista, que é o profissional capacitado para indicar os medicamentos ideais para cada caso. Não use remédios indicados por pessoas leigas ou que tenham um quadro semelhante ao seu. Eles podem não ser apropriados ao seu tipo de pele. A duração do tratamento é longa, geralmente nunca é menor do que seis meses, portanto, paciência. Esclareça suas dúvidas com o dermatologista que o acompanha, ele sempre poderá ajudá-lo.
É importante saber que algumas pessoas apresentam melhoras com certos medicamentos e outras não. Por isso, pode ser que seu médico precise trocar sua medicação caso o tratamento inicial não esteja surtindo efeito para o controle do seu quadro.
Fonte: http://www.dermatologia.net/Doencas/acne.htm
Dr Henrique Bruno
Farmacêutico-Bioquimico
O que é ?
A acne é uma doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Devido a isso, as lesões começam a surgir na puberdade, época em que estes hormônios começam a ser produzidos pelo organismo, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos.
A doença não atinge apenas apenas adolescentes, podendo persistir na idade adulta e, até mesmo, surgir nesta fase, quadro mais frequente em mulheres.
As manifestações da doença (cravos e espinhas) ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
Manifestações clínicas
A doença manifesta-se principalmente na face e no tronco, áreas do corpo ricas em glândulas sebáceas. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, sendo, na maioria da vezes de pequena e média intensidade.
Em alguns casos, o quadro pode tornar-se muito intenso, como a acne conglobata (lesões císticas grandes, inflamatórias, que se intercomunicam por sob a pele) e o acne queloideano (deixa cicatrizes queloideanas após o desaparecimento da inflamação).
O quadro clínico pode ser dividido em quatro estágios:
Acne Grau I: apenas cravos, sem lesões inflamatórias (espinhas).
Acne Grau II: cravos e "espinhas" pequenas, como pequenas lesões inflamadas e pontos amarelos de pus (pústulas).
Acne Grau III: cravos, "espinhas" pequenas e lesões maiores, mais profundas, dolorosas, avermelhadas e bem inflamadas (cistos).
Acne Grau IV: cravos, "espinhas" pequenas e grandes lesões císticas, comunicantes (acne conglobata), com muita inflamação e aspecto desfigurante.
Tratamento
Sendo doença de duração prolongada e algumas vezes desfigurante, a acne deve ser tratada desde o começo, de modo a evitar as suas sequelas, que podem ser cicatrizes na pele ou distúrbios emocionais, devido à importante alteração na auto-estima de jovens acometidos pela acne.
O tratamento pode ser feito com medicações de uso local, visando a desobstrução dos folículos e o controle da proliferação bacteriana e da oleosidade. Podem ser usados também medicamentos via oral, dependendo da intensidade do quadro, geralmente antibióticos para controlar a infecção.
Em casos de acne muito grave (como a acne conglobata), ou resistente aos tratamentos convencionais, pode ser utilizada a isotretinoína (Roacutan), medicação que pode curar definitivamente a acne em cerca de seis a oito meses na grande maioria dos casos.
Apesar de não ter participação na causa da doença, a dieta pode ter influência no curso da acne em algumas pessoas. Alimentos como chocolates, gorduras animais, leite e derivados, crustáceos, condimentos fortes e amendoins devem ser evitados pelos pacientes que apresentem acne e percebam agravação dos sintomas após a ingestão destes alimentos.
O lado emocional dos pacientes não deve ser menosprezado. A desfiguração causada pela acne mexe com a auto-estima do adolescente, que passa a evitar o contato social com vergonha de suas lesões e das brincadeiras dos colegas. Quando necessário, deve ser fornecido suporte psicológico.
O tratamento da acne deve ser orientado por um médico dermatologista, que é o profissional capacitado para indicar os medicamentos ideais para cada caso. Não use remédios indicados por pessoas leigas ou que tenham um quadro semelhante ao seu. Eles podem não ser apropriados ao seu tipo de pele. A duração do tratamento é longa, geralmente nunca é menor do que seis meses, portanto, paciência. Esclareça suas dúvidas com o dermatologista que o acompanha, ele sempre poderá ajudá-lo.
É importante saber que algumas pessoas apresentam melhoras com certos medicamentos e outras não. Por isso, pode ser que seu médico precise trocar sua medicação caso o tratamento inicial não esteja surtindo efeito para o controle do seu quadro.
Fonte: http://www.dermatologia.net/Doencas/acne.htm
Dr Henrique Bruno
Farmacêutico-Bioquimico
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