Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.
Como se desenvolve ou se adquire?
Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente socioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. Essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores. Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.
O que se sente?
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal. Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando em longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de varizes com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:
Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida.
Como o médico faz o diagnóstico?
A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado: Imc: Kg/m2. O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir:
IMC ( kg/m2)
18 a 24,9
Peso saudável
Ausente
25 a 29,9
Moderado
Sobrepeso ( Pré-Obesidade )
30 a 34,9
Alto
Obesidade Grau I
35 a 39,9
Muito Alto
Obesidade Grau II
40 ou mais
Extremo
Obesidade Grau III ("Mórbida")
A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantes para a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual há predominância da deposição gordurosa, sendo classificada em:
Obesidade Difusa ou Generalizada
Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta), na qual o paciente apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está associada com maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica)
Obesidade Ginecóide, na qual a deposição de gordura predomina ao nível do quadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes.
Cabe salientar ainda que a avaliação médica do paciente obeso deve incluir uma história e um exame clínico detalhados e, de acordo com essa avaliação, o médico irá investigar ou não as diversas causas do distúrbio. Assim, serão necessários exames específicos para cada uma das situações. Se o paciente apresentar "apenas" obesidade, o médico deverá proceder a uma avaliação laboratorial mínima, incluindo hemograma, creatinina, glicemia de jejum, ácido úrico, colesterol total e HDL, triglicerídeos e exame comum de urina.
Como se trata?
O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares.
Reeducação Alimentar
Independente do tratamento proposto, a reeducação alimentar é fundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingesta calórica total e o ganho calórico decorrente. A orientação dietética é fundamental, a mais aceita cientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, na qual o paciente receberá uma dieta calculada com quantidades calóricas dependentes de sua atividade física, sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, com aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas. Não são recomendadas dietas muito restritas (com menos de 800 calorias, por exemplo), uma vez que essas apresentam riscos metabólicos graves, como alterações metabólicas, acidose e arritmias cardíacas. Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo) ou somente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas, por apresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e proteína também são bastante discutíveis.
Exercício
É importante considerar que atividade física é qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético e que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico.
a diminuição do apetite,
o aumento da ação da insulina,
a melhora do perfil de gorduras,
a melhora da sensação de bem-estar e auto-estima.
O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos se incluem: O paciente deve ser orientado a realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao menos 4 vezes por semana, inicialmente leves e a seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requerer profissional e ambiente especializado, sendo que, na maioria das vezes, a simples recomendação de caminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios, estando incluída no que se denomina "mudança do estilo de vida" do paciente.
Drogas
A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida e de farmácias de manipulação. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, alguns deles bastante graves como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais de acordo com o julgamento criterioso do médico assistente.
Os anorexigenos usualmente usados nos tratamentos de obesidade:
Amfepramona
Também conhecido como anfepramona, o anorexígeno dietilpropiona é o mais utilizado atualmente no Brasil. Atua na liberação da noradrenalina. Provavelmente, a dietilpropiona é o anorexígeno mais potente de uso legal. Este, age nos núcleos hipotalâmicos laterais inibindo a fome. Tem potencial de dependência e gera tolerância (são necessárias doses maiores com o passar do tempo para obter o mesmo efeito).Os efeitos colaterais mais comuns são: boca seca, constipação intestinal, irritabilidade, insônia e mais raramente taquicardia e hipertensão arterial.
Fenproporex
é um medicamento de uso controlado da classe das anfetaminas. É utilizado como coadjuvante no tratamento da Obesidade, por seu efeito anorexígeno. Age através de inibição do centro da fome hipotalâmico, tendo como neurotransmissor a noradrenalina. Seus efeitos colaterais geralmente são boca seca, insonia e irritabilidade. É extremamente contra-indicado para pessoas com disturbios cardiacos, incluindo hipertensão arterial moderada.
Sibutramina
A sibutramina industrializada, como Reductyl® ou Plenti®, produz efeitos agonistas em receptores beta-adrenérgicos e serotoninérgicos, promovendo a supressão do apetite. Inibe a recaptação de serotonina e noradrenalina. Atua sobre o centro do apetite no hipotálamo, aumentando a sensação de saciedade. Seu principal efeito colateral, responsável muitas vezes pela interrupção do tratamento, é o aumento da pressão arterial, sistólica e diastólica. Em função disso os pacientes são monitorados e o que se tem evidenciado é que a perda de peso tende a normalizar os níveis pressóricos. Pode ser usada inclusive em comorbidades da síndrome de resistência insulínica em pacientes com diabetes tipo 2 e hipertensão arterial quando monitorados.
Fluoxetina
A fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), possui atividade anorexígena e melhora a sensibilidade à insulina, muito indicada para quem tem hábitos noturnos de comer ou na fase pré-menstrual.
Orlistat
Orlistat industrializado, como Xenical®, da Roche, não é absorvido pelo intestino e inibe a lipase (enzima que quebra a gordura) intesti-nal, impedindo a absorção de 30% da gordura ingerida.
Outros fármacos
Associações de anorexígenos com laxantes e/ou diuréticos só se aplicam no tratamento da obesidade em casos que se façam necessários esses efeitos terapêuticos, bem como a utilização de hormônios tireoideanos que só deve ser feita em pacientes com hipotireoidismo. A retirada abrupta destes hormônios coloca o paciente em hipotireoidismo transitório. Em casos de tratamentos utilizando-se T3, T4 ou Triac, quando são interrompidos de uma vez, geram distúrbios da tireóide.
Como se previne?
- Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância, evitando-se que crianças apresentem peso acima do normal. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada. No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. Esses aspectos somente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudança geral no estilo de vida do paciente.
- Quando você está em jejum, seu organismo entra em estado de alerta. Privado de novas fontes de energia, ele entende que precisa racionar suas reservas para enfrentar um eventual período de escassez alimentar. Resultado: “Fica mais difícil acessar os estoques de gordura, e o corpo passa a utilizar a massa magra dos músculos para gerar energia”, explica a nutricionista Mariana del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade. Por isso, ficar sem comer não é a melhor solução para quem quer ver o ponteiro da balança lá embaixo.
- Aposte nos alimentos ricos em fibras, como verduras, legumes e cereais. “Eles ocupam maior volume no estômago, promovendo saciedade”, sem contar que auxiliam no trânsito intestinal e ajudam a eliminar gordura.
- Procure consumir alimentos com baixo índice glicêmico, aqueles que são lentamente absorvidos pelo organismo e, portanto, não promovem picos de açúcar no sangue. E, ainda por cima, dão saciedade. É o caso da aveia, do farelo de trigo, da pêra e da maçã. -Faça cinco refeições por dia! Isso mesmo. O ideal é comer a cada três ou quatro horas. “A mastigação e a digestão, por si sós, já ativam o metabolismo, fazendo com que ele aproveite melhor a energia”, explica Mariana del Bosco. Além disso, comer mais vezes evita a fome excessiva na refeição subseqüente, o que permite reduzir o tamanho das porções. Sem contar que o corpo bem abastecido mantém a produção de insulina estável, o que evita picos que levariam ao acúmulo de gordura.
-Coma proteína logo de manhã. Vale leite desnatado, ovo cozido e peito de peru. Um estudo realizado na Universidade Purdue, nos Estados Unidos, revelou que consumir o nutriente nesse horário faz com que a pessoa se sinta até cinco vezes mais saciada durante o dia.
-Inclua alimentos como chá verde, pimenta-vermelha e gengibre na sua dieta. Embora não haja um consenso científico, alguns estudos apontam para o efeito termogênico desses itens. Em outras palavras, eles ajudariam a acelerar o metabolismo.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
vitligo

O vitiligo, ou leucoderma, é a perda da pigmentação da pele devido ao ataque auto-imune pelo próprio sistema imunológico do corpo aos melanócitos. O vitiligo geralmente começa na fase adulta com manchas de pele despigmentada aparecendo nas extremidades. As manchas podem crescer ou permanecer com tamanho constante. Ocasionalmente, pequenas áreas podem repigmentar quando forem recolonizadas por melanócitos. A doença atinge 1% da população mundial. O tratamento convencional inclui remédios e fototerapia (medicação associada à exposição à radiação ultravioleta). Mas, nos últimos anos, a cirurgia para combater o vitiligo vem ganhando espaço, apesar de poucos médicos estarem capacitados a fazê-la.
TRAZER A COR
Embora sejam pouco divulgadas, as cirurgias para o vitiligo são feitas há 50 anos. A diferença é que as técnicas mais recentes vêm aprimorando o resultado obtido com a intervenção. O objetivo da cirurgia é sempre o mesmo: retirar melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, que pigmenta a pele) de áreas saudáveis e transportá-las para as áreas atingidas, onde não ocorre mais a pigmentação.
CASOS PARA A CIRURGIA
A cirurgia é a última alternativa para os casos em que a doença não responde a nenhum tratamento. Os lábios, as aréolas mamárias e as pontas dos dedos são algumas das regiões que se enquadram nessa situação. Para o paciente se submeter à cirurgia, é importante que o vitiligo esteja estável, pelo menos, há um ano.
RESULTADOS
O tratamento clínico bem feito quase sempre melhora o vitiligo. Já a cirurgia tem apresentado resultados satisfatórios em 99% dos casos, desde que a doença seja tratada rapidamente.
COMO FUNCIONA A TÉCNICA
Para transferir as células e melanócitos de uma área saudável para as regiões esbranquiçadas, o médico pode se utilizar de várias técnicas, uma delas é a bolha por sucção. Com uma seringa, é feita uma pressão negativa na face interna das coxas, que vai fazendo com que surjam bolhas de água. São bolhas semelhantes às que aparecem em decorrência de queimadura, que trazem à tona a epiderme, camada da pele onde se encontram os melanócitos. O cirurgião colhe essas células e as coloca sobre as manchas brancas, devidamente raspadas para receberem as aplicações. O procedimento é feito sob anestesia local.
DURAÇÃO:
a cirurgia pode durar até 8 horas, dependendo da extensão da área a ser tratada.
RESULTADO:
demora de 3 a 4 meses para ocorrer a repigmentação total das manchas.
RECUPERAÇÃO:
depois de uma semana, são retirados os curativos e o paciente pode retornar ao trabalho se o esforço for leve.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sinusite
O que é?
Sinusite é uma doença com base inflamatória e/ou infecciosa que acomete as cavidades existentes ao redor do nariz. Estas deveriam comunicar-se com as fossas nasais sem impedimentos! São cavidades revestidas por uma mucosa que necessita ventilação para a manutenção da normalidade na região.
Como se adquire?
Após infecção viral, inflamação de origem alérgica ou por poluentes, a mucosa da região nasal aumenta de volume e obstrui a comunicação destas cavidades com as fossas nasais. Esta obstrução acarreta o início da colonização por germes e fungos que estão presentes na região, mas não encontravam condições favoráveis ao seu crescimento.
O que se sente?
A doença pode gerar sensação de "peso na face", corrimento nasal, dores de cabeça, sensação de mau cheiro oriunda do nariz ou da boca e obstrução nasal com eventuais espirros.
Como se trata?
O tratamento é feito com analgésicos, medicamentos para melhorar a permeabilidade nasal e antibióticos específicos aos germes que forem encontrados na região. Trata-se com medicamentos antifúngicos as infecções fúngicas sinusais.
Como se previne?
O cuidado com a saúde para se evitar as infecções virais e a manutenção da permeabilidade nasal durante essas viroses; o correto tratamento dos problemas alérgicos; a correção cirúrgica de eventuais desvios septais obstrutivos e/ou cornetos nasais obstrutivos podem prevenir as sinusites.Quem vive em regiões frias ou com grandes variações climáticas ao longo dos dias ou meses, deve tomar cuidados mais intensos pela propensão maior da doença.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico:
A minha sinusite tem cura?
Se ela retorna freqüentemente não seria necessário combater os fatores predisponentes?
Quais as repercussões a médio e longo prazo de uma sinusite mal tratada?
Sinusite é uma doença com base inflamatória e/ou infecciosa que acomete as cavidades existentes ao redor do nariz. Estas deveriam comunicar-se com as fossas nasais sem impedimentos! São cavidades revestidas por uma mucosa que necessita ventilação para a manutenção da normalidade na região.
Como se adquire?
Após infecção viral, inflamação de origem alérgica ou por poluentes, a mucosa da região nasal aumenta de volume e obstrui a comunicação destas cavidades com as fossas nasais. Esta obstrução acarreta o início da colonização por germes e fungos que estão presentes na região, mas não encontravam condições favoráveis ao seu crescimento.
O que se sente?
A doença pode gerar sensação de "peso na face", corrimento nasal, dores de cabeça, sensação de mau cheiro oriunda do nariz ou da boca e obstrução nasal com eventuais espirros.
Como se trata?
O tratamento é feito com analgésicos, medicamentos para melhorar a permeabilidade nasal e antibióticos específicos aos germes que forem encontrados na região. Trata-se com medicamentos antifúngicos as infecções fúngicas sinusais.
Como se previne?
O cuidado com a saúde para se evitar as infecções virais e a manutenção da permeabilidade nasal durante essas viroses; o correto tratamento dos problemas alérgicos; a correção cirúrgica de eventuais desvios septais obstrutivos e/ou cornetos nasais obstrutivos podem prevenir as sinusites.Quem vive em regiões frias ou com grandes variações climáticas ao longo dos dias ou meses, deve tomar cuidados mais intensos pela propensão maior da doença.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico:
A minha sinusite tem cura?
Se ela retorna freqüentemente não seria necessário combater os fatores predisponentes?
Quais as repercussões a médio e longo prazo de uma sinusite mal tratada?
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Medicamento Manipulado x Medicamento Genérico
Reportagem de Drª Lisiara (Farmacêutica de Farmácia Magistral)
HISTÓRICO
Atualmente, a aquisição de medicamentos é uma preocupação constante no orçamento familiar. Para tentar reduzir o custo do medicamento o governo federal, aprovou no ano de 1999 a Lei 9787/99 (Lei dos Genéricos). A implantação desta Lei, não mostrou ainda resultados práticos, foram aprovados até o momento poucos medicamentos genéricos frente aos 20.000 medicamentos disponíveis nas farmácias. Enquanto governo, indústria farmacêuticas e consumidores esperam os resultados desta Lei, as farmácias de manipulação ganham espaço no mercado de medicamento.
PANORAMA ATUAL
Existem hoje no Brasil, mais de 5000 farmácias de manipulação, que contam com a maioria dos princípios ativos para a produção dos medicamentos existentes no mercado. Estas farmácias contam com a presença efetiva de profissionais farmacêuticos, matérias primas analisadas e aprovadas por laboratórios de Controle de qualidade credenciados, visando unicamente o bem estar e segurança do consumidor.
Entenda melhor como é um medicamento manipulado:
1. Nome do paciente e do médico prescritor.
2. Número de registro, datas de manipulação e validade.
3. Fórmula discriminada com os nomes dos fármacos ativos segundo a D.C.B. com respectivas dosagens.
4. Modo de usar.
5. Quantidade, da unidade posológica solicitada.
6. Posologia, a maneira de tomar o produto.
7. Nome, Endereço, CGC e Farmacêutico Responsável pela Farmácia.
Os rótulos devem informar sobre a apresentação específica do produto como, solução, loção, cápsulas creme, pomada, entre outros. Recuse receber produtos manipulados por farmácias que conste em seu rótulo códigos ou falsos nomes comerciais.
Recuse comprar produtos manipulados vendidos em consultórios médicos, clínicas de estética, "SPA's" e outras. O estabelecimento oficial e legal para a venda desse produto é a farmácia. É só na farmácia que você encontra o profissional farmacêutico, que lhe prestará toda a assistência necessária pelo preparo do seu medicamento. Além disso, o preço praticado na farmácia é geralmente inferior ao cobrado nesses outros estabelecimentos.
Há casos em que é necessário colocar informações complementares, como "Agite Antes de Usar" ou "Conserve em Geladeira", "Mantenha ao abrigo da luz, calor e umidade"; "mantenha fora do alcance de crianças"; "não faça uso concomitante de outro medicamento sem a orientação médica"; não desaparecendo os sintomas ou ocorrendo reações colaterais, informe o seu médico"; ou outras.
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medicamento manipulado; farmacia magistral
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
inchaço nas pernasXviajar
Proteja-se das varizes nas férias Entenda o que longas viagens têm a ver com inchaço nas pernas
Viajar de avião causa varizes? Com certeza você já ouviu ou fez esta pergunta. De acordo com o cirurgião vascular Eduardo Toledo Aguiar, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e diretor clínico da Spaço Vascular, o problema não é tão grave assim."O problema não é viajar de avião. Viagens muito longas em que o passageiro fique sentado na mesma posição por muito tempo em qualquer meio de transporte podem causar inchaço nas pernas e um certo desconforto. Isto acontece também com quem trabalha na mesma posição por muito tempo", explica o médico.Uma pessoa que trabalha o dia todo sentada ou em pé na mesma posição tem mais chance de desenvolver varizes do que o viajante eventual. Para quem tem histórico familiar, as chances aumentam exponencialmente. Portanto, é mito afirmar que viajar de avião causa grandes problemas de circulação nos membros inferiores. "Dores nas pernas e inchaço são comuns, mas é exagero associar uma viagem de avião ao surgimento de varizes e outras complicações", complementa o especialista.Abaixo, seguem algumas dicas para quem vai ficar muito tempo sentado durante a viagem:- Movimente os pés e os tornozelos para cima e para baixo e em movimentos circulares a fim de estimular a circulação sanguínea;- Em viagens longas de avião, 'passear' pelo corredor e ficar em pé por alguns momentos são boas alternativas ao desconforto;- Em viagens de ônibus, escolha uma posição confortável e desça nas paradas para manter o corpo ativo;- Em viagens de carro, é recomendável parar a cada duas horas, descer do carro, alongar o corpo e caminhar um pouco para estimular a circulação;- Pessoas com histórico de doenças do sistema circulatório devem procurar o médico vascular antes de viajar;- Meias elásticas de compressão também auxiliam os viajantes. Até mesmo quem não tem histórico de doença vascular pode utilizar meias de leve compressão. Já, para quem tem varizes ou outro problema vascular, o ideal é que o médico indique a meia com a compressão adequada.
Viajar de avião causa varizes? Com certeza você já ouviu ou fez esta pergunta. De acordo com o cirurgião vascular Eduardo Toledo Aguiar, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e diretor clínico da Spaço Vascular, o problema não é tão grave assim."O problema não é viajar de avião. Viagens muito longas em que o passageiro fique sentado na mesma posição por muito tempo em qualquer meio de transporte podem causar inchaço nas pernas e um certo desconforto. Isto acontece também com quem trabalha na mesma posição por muito tempo", explica o médico.Uma pessoa que trabalha o dia todo sentada ou em pé na mesma posição tem mais chance de desenvolver varizes do que o viajante eventual. Para quem tem histórico familiar, as chances aumentam exponencialmente. Portanto, é mito afirmar que viajar de avião causa grandes problemas de circulação nos membros inferiores. "Dores nas pernas e inchaço são comuns, mas é exagero associar uma viagem de avião ao surgimento de varizes e outras complicações", complementa o especialista.Abaixo, seguem algumas dicas para quem vai ficar muito tempo sentado durante a viagem:- Movimente os pés e os tornozelos para cima e para baixo e em movimentos circulares a fim de estimular a circulação sanguínea;- Em viagens longas de avião, 'passear' pelo corredor e ficar em pé por alguns momentos são boas alternativas ao desconforto;- Em viagens de ônibus, escolha uma posição confortável e desça nas paradas para manter o corpo ativo;- Em viagens de carro, é recomendável parar a cada duas horas, descer do carro, alongar o corpo e caminhar um pouco para estimular a circulação;- Pessoas com histórico de doenças do sistema circulatório devem procurar o médico vascular antes de viajar;- Meias elásticas de compressão também auxiliam os viajantes. Até mesmo quem não tem histórico de doença vascular pode utilizar meias de leve compressão. Já, para quem tem varizes ou outro problema vascular, o ideal é que o médico indique a meia com a compressão adequada.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
OSTEOPOROSE
A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo (osteometabólica) caracterizada pela redução da massa dos ossos e deterioração na microestrutura do tecido ósseo, ocasionando maior fragilidade nesse sistema e, conseqüentemente, aumento do risco de fratura. Os ossos mais susceptíveis à fratura são os do quadril, vértebras e pulso, resultando em significativa morbidade e mortalidade, principalmente em mulheres na pós-menopausa.
Histologia e fisiologia óssea
O osso possui três tipos de células: o osteoblasto, responsável pela formação óssea; os osteócitos, principais células do tecido ósseo, com atividade centrada na regulação dos níveis de minerais no tecido; e os osteoclastos, com função de reabsorção óssea. O processo de remodelamento ósseo envolve osteoclastos e osteoblastos. Ele se inicia com os osteoclastos sendo ativados em locais específicos do osso que foram submetidos a algum estresse, principalmente mecânico. Nesses locais, o osso, devido ao estresse, sofre microfraturas, as quais podem reduzir sua resistência, fazendo com que a remodelação seja necessária.
Durante o ciclo de remodelamento, os osteoclastos são ativados em uma superfície de repouso recoberta por células achatadas de revestimento, desgastando o local e formando uma cavidade denominada “lacuna de Howship”.
Durante o ciclo de remodelamento, os osteoclastos são ativados em uma superfície de repouso recoberta por células achatadas de revestimento, desgastando o local e formando uma cavidade denominada “lacuna de Howship”.
Quando essa cavidade atinge formato e profundidade características, a reabsorção é interrompida.
Numa etapa subseqüente, os osteoblastos são atraídos para a cavidade e iniciam o processo de secreção de uma nova matriz óssea, que posteriormente sofrerá uma mineralização com cálcio e fósforo, constituindo a última fase do processo e gerando o osso remodelado. 

Fatores de Risco
Raça branca.
Histórico familiar de osteoporose.
Vida sedentária.
Baixa ingestão de cálcio e/ou vitamina D.
Período perimenopausal ou pós-menopáusico.
Tabagismo ou etilismo.
Pessoa magra e/ou frágil.
Fratura atraumática prévia.
Medicamentos, como anticonvulsivantes, hormônio tireoideano, glicocorticóides e heparina.
Doenças de base, como hepatopatia crônica, doença de Cushing, diabetes mellitus, hiperparatireoidismo, linfoma, leucemia, má-absorção, gastrectomia, doenças nutricionais, mieloma, artrite reumatóide e sarcoidose.
Diagnóstico
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),* os critérios para diagnóstico da osteoporose de acordo com a densidade mineral óssea (DMO) são:
1. Normal:
O valor da DMO encontra-se dentro de, no máximo, um desvio-padrão, abaixo do encontrado em mulheres adultas jovens.
2. Osteopenia:
O valor da DMO encontra-se entre -1 e -2,5 desvios-padrão da normalidade.
3. Osteoporose:
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão da normalidade.
4. Osteoporose estabelecida (fraturas):
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão na presença de uma ou mais fraturas por fragilidade óssea.
1. Normal:
O valor da DMO encontra-se dentro de, no máximo, um desvio-padrão, abaixo do encontrado em mulheres adultas jovens.
2. Osteopenia:
O valor da DMO encontra-se entre -1 e -2,5 desvios-padrão da normalidade.
3. Osteoporose:
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão da normalidade.
4. Osteoporose estabelecida (fraturas):
O valor da DMO está abaixo de 2,5 desvios-padrão na presença de uma ou mais fraturas por fragilidade óssea.
Osteoporose primária: só é diagnosticada após todas as possibilidades de outras doenças terem sido eliminadas.
Osteoporose secundária: é diagnosticada quando está associada à outra doença (distúrbios endócrinos, artrite reumatóide, diabetes, osteogênese imperfeita), à dieta (síndromes de má absorção, deficiência de cálcio, deficiência de vitamina C, inanição) ou ao uso de medicamentos (glicocorticóides, heparina, álcool, anticonvulsivantes, metotrexato).
Tratamento da osteoporose
As medidas terapêuticas empregadas na osteoporose desempenham um importante papel, tanto na prevenção quanto no tratamento da doença.
Um dos principais aspectos da prevenção é realizar uma intervenção terapêutica na menopausa, ou imediatamente após a mesma, com o objetivo de retardar ou conter a aceleração da perda óssea que ocorre nos primeiros anos pós-menopausa. É nesse intervalo que a taxa de reabsorção óssea fica superior à taxa de formação dos ossos, gerando um desequilíbrio que culmina na perda óssea. Assim, a principal finalidade da prevenção nessa fase é restaurar as taxas de reabsorção e formação dos ossos existentes no período pré-menopausa através do uso de medicamentos específicos.
Uma vez estabelecida a doença, o tratamento realizado é sintomático e tem o objetivo de reverter a perda óssea, mas é importante ressaltar que o prognóstico da osteoporose pós-menopausa só é bom se o tratamento for iniciado precocemente e mantido durante anos. A deformidade da coluna vertebral não é reversível, mas a progressão da doença freqüentemente pode ser contida.
Principais agentes terapêuticos
Alendronato sódico
Calcitonina
Ipriflavona
Raloxifeno
vitamina D
Cálcio
Estrogênio
Alguns analgésicos não esteróides, como o ácido acetilsalicílico e o paracetamol, têm sido utilizados no alívio da dor crônica que acompanha as fraturas osteoporóticas.
Orientação Farmacêutica
Devido à alta incidência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa, torna-se imprescindível a preocupação com o seu aspecto preventivo. Cabe ao farmacêutico orientar, principalmente as mulheres, sobre os fatores de risco para a doença e sobre a importância de prevenir o aparecimento da mesma. Vale ressaltar que a osteoporose tem se comportado de forma silenciosa no organismo e só se manifesta através de uma ou mais fraturas, indicando um estágio avançado da doença. Portanto, o monitoramento da densidade óssea e a devida orientação médica no período de pré-menopausa é imprescindível.
Além do envelhecimento, outros fatores têm sido considerados de risco para a osteoporose, como: massa óssea baixa, histórico familiar de osteoporose, constituição corpórea delgada ou pequena, tabagismo, estilo de vida sedentário, consumo excessivo de álcool, má nutrição e uso de corticosteróides. Assim, a verificação da presença desses fatores de risco serão indicativos de uma provável instalação da doença.
Mudanças no estilo de vida, introdução de curtos períodos de exposição ao sol (de preferência antes das 10 h da manhã), instalação de pisos antiderrapantes e uso de calçados adequados, além da remoção de tapetes e de demais utensílios que aumentem o risco de quedas, são atitudes positivas no combate à principal conseqüência da osteoporose: as fraturas.
Quanto ao tratamento, a adesão e a utilização de doses adequadas dos medicamentos prescritos pelo médico são essenciais para garantir o sucesso da terapêutica e impedir a progressão da doença. Quanto ao uso do alendronato sódico (Fosamax D®), é importante que seja ressaltado que a absorção do mesmo é mais efi ciente quando administrado pela manhã, em jejum, a fim de que se possa ter uma absorção bastante eficiente e que se aproveite ao máximo a eficácia do produto.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
hoje é dia do farmacêutico. parabens atodos os colegas de profissão!!
"Farmacêutico não come, degusta! Farmacêutico não cheira, olfata! Farmacêutico não toca, tateia! Farmacêutico não respira, quebra carboidratos! Farmacêutico não elogia, descreve processos! Farmacêutico não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária! Farmacêutico não facilita discussões, catalisa substratos! Farmacêutico não transa, copula! Farmacêutico não admite algo sem resposta, analisa o hereditário! Farmacêutico não fala, coordena vibrações nas cordas vocais! Farmacêutico não pensa, faz sinapses! Farmacêutico não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente! Farmacêutico não chora, produz secreções lacrimais! Farmacêutico não espera retorno de chamadas, espera fedd backs! Farmacêutico não se apaixona, sofre reações químicas!!"
oração do farmacêutico:
"Senhor! No silêncio do meu trabalho, na ciência, mantenha a retidão do meu caráter. Evolua-me em Sua paz, quando estiver manipulando afim de que o remédio cure o necessitado. Proteja-me com seus olhos, quando nos minúsculos campos da visão microscópica, eu enxergar a Sua divina criação. Que a música suave das esferas que emanam do Seu reino, alcancem o meu ser em meu trabalhoe faça-me um agente da paz e do bem-estar. Finalmente, que em todas as ocasiõe sem que lidar com meu próximo, eu possa levar-lhe não só os remédios, as análises, e pesquisa, mas profundamente meu Senhor, muito, muito amor, sentido maiúsculo da minha verdadeira missão".
"Farmacêutico não come, degusta! Farmacêutico não cheira, olfata! Farmacêutico não toca, tateia! Farmacêutico não respira, quebra carboidratos! Farmacêutico não elogia, descreve processos! Farmacêutico não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária! Farmacêutico não facilita discussões, catalisa substratos! Farmacêutico não transa, copula! Farmacêutico não admite algo sem resposta, analisa o hereditário! Farmacêutico não fala, coordena vibrações nas cordas vocais! Farmacêutico não pensa, faz sinapses! Farmacêutico não toma susto, recebe resposta galvânica incoerente! Farmacêutico não chora, produz secreções lacrimais! Farmacêutico não espera retorno de chamadas, espera fedd backs! Farmacêutico não se apaixona, sofre reações químicas!!"
oração do farmacêutico:
"Senhor! No silêncio do meu trabalho, na ciência, mantenha a retidão do meu caráter. Evolua-me em Sua paz, quando estiver manipulando afim de que o remédio cure o necessitado. Proteja-me com seus olhos, quando nos minúsculos campos da visão microscópica, eu enxergar a Sua divina criação. Que a música suave das esferas que emanam do Seu reino, alcancem o meu ser em meu trabalhoe faça-me um agente da paz e do bem-estar. Finalmente, que em todas as ocasiõe sem que lidar com meu próximo, eu possa levar-lhe não só os remédios, as análises, e pesquisa, mas profundamente meu Senhor, muito, muito amor, sentido maiúsculo da minha verdadeira missão".
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